- No dia 14 de junho, ocorrerá um referendo na Suíça sobre a iniciativa de limitar a população a 10 milhões de pessoas, proposta pelo Partido Popular Suíço (SVP).
- A medida prevê que, se a população chegar a 9,5 milhões, o governo adote ações para impedir que ultrapasse 10 milhões, incluindo rejeitar pedidos de refugiados e de reunificação familiar, com possível impacto na cooperação com a União Europeia.
- A iniciativa também levanta preocupações sobre a grande comunidade de residentes alemães no país e possíveis efeitos econômicos e sociais da imigração.
- O governo suíço e opositores argumentam que a proposta prejudicaria a economia e a relação com a UE, principal parceira comercial, além de reduzir mão de obra estrangeira qualificada.
- Pesquisas indicam esse referendo dividido, com sondagens recentes mostrando cerca de cinquenta e poucos por cento contrários e pouco menos de cinquenta por cento favoráveis, variando conforme a metodologia.
A Suíça votará no próximo domingo, 14 de junho, em referendo proposto pelo Partido Popular Suíço (SVP) que pretende limitar a população do país a 10 milhões de habitantes. A iniciativa estabelece que, ao atingir 9,5 milhões, o governo adote medidas para impedir que o teto seja ultrapassado, incluindo restrições a pedidos de refúgio e à unificação familiar.
Segundo dados recentes, a população suíça chegou a 9,1 milhões no ano passado, com estrangeiros representando quase 28% do total. A proposta também aponta para possíveis consequências na cooperação com a União Europeia, caso haja ruptura com o acordo de livre circulação.
Defensores da medida afirmam desejar conter pressões sobre infraestrutura, habitação, serviços públicos e recursos naturais diante do crescimento demográfico. O SVP sustenta que a imigração acelerada reduz a qualidade de vida e exige controles mais rígidos.
O governo suíço rejeita a iniciativa, argumentando que ela pode prejudicar relações comerciais com a UE e a economia. O tema tem gerado opositores entre setores conservadores de centro-direita, que alertam para a necessidade de mão de obra estrangeira qualificada.
Levantamentos recentes mostram o país dividido: sondagens indicam resultados próximos entre favoráveis e contrários, com variações entre pesquisas publicadas. Analistas avaliam impactos econômicos, caso a medida seja implementada.
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