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Sumiço de Nicolás Maduro: como o ex-ditador está sendo apagado da Venezuela

Após o sequestro, Venezuela apaga a imagem de Maduro: outdoors repintados, murais cobertos e menções oficiais em forte queda

A faded mural of Nicolás Maduro in La Guaira, Venezuela, on 3 May 2026.
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  • Em Venezuela, várias fachadas de propaganda com Nicolás Maduro estão sendo apagadas ou removidas, incluindo outdoors e murais em áreas próximas a Caracas, Miraflores e cidades vizinhas.
  • No centro histórico de Caracas, um relógio registra os dias desde o suposto sequestro de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em janeiro deste ano.
  • Em bairros pró-regime, ainda aparecem manifestações de apoio, como recortes de jornais com mensagens de apoio e figuras estelares, mas esses sinais são cada vez menos frequentes.
  • Registros de autoridades locais mostram que, em alguns locais, murais e nomes ligados a Maduro já foram cobertos com tinta branca ou desbotados, sinal de uma tentativa de apagar a memória do ex-presidente.
  • Analistas ouvidos descrevem que a retirada de referências públicas refletiria um afastamento de Maduro até mesmo entre apoiadores do regime, agravado pela crise econômica e por controvérsias políticas recentes.

O abandono de campanhas de propaganda em torno de Nicolas Maduro avança no território venezuelano. Caminhões de lixo e postes já ostentam silhuetas negras da famosa presença do ditador no imaginário do país. A imagem dele, antes onipresente, perde espaço nas vias.

Em Caracas e arredores, grandes anúncios com o rosto de Maduro e da então primeira-dama Cilia Flores ainda permanecem, mas o ritmo de remoção aumenta. Muralhas comovem-se com manchas de tinta branca que cobrem retratos ligados ao regime.

Na região central da capital, muralistas pró-regime ainda aparecem, mas o tom de apoio é cada vez mais discreto. Em Miraflores, inscrições de apoio convivem com grafites que celebram a mudança de cenário político sem vínculo explícito ao ex-líder.

Paralelamente, observadores ressaltam mudanças no discurso oficial. Segundo análises locais, o nome de Maduro quase não é citado pela administração de quem assumiu após seu seqüestro, em janeiro. Isso indica uma reorientação de planos e de narrativa pública.

A queda do carisma institucional ocorre em meio a uma economia em retração e à saída de milhões de venezuelanos em busca de melhor condições. Especialistas dizem que a erosão de apoio também envolve parte do movimento chavista, que já não vê no ex-líder a força mobilizadora de anos anteriores.

Frotas de grafiteiros e apoiadores isolados continuam a manifestar apoio em eventos pontuais. Em uma mobilização recente, indivíduos vestindo branco compareceram a protestos próximos a espaços culturais, enquanto símbolos de fidelidade permanecem raros e distritos inteiros exibem sinais de distanciamento.

Contexto e desdobramentos

Pontos de sinalização pública mostraram mensagens pedindo a libertação de Maduro e Cilia Flores, porém houve registro de intervenções estatais que apagam ou obscurecem essas mensagens. Em alguns trechos, intervenções estéticas transformaram paisagens urbanas em quadros de coerção histórica.

Especialistas afirmam que a transformação do cenário midiático reflete o esfriamento da adoração pública e a fragmentação de apoio entre aliados. O regime enfrenta pressão interna para redefinir a imagem e reduzir o peso de episódios controversos da gestão passada.

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