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Brasil se desculpa por discursos de ódio contra Dom e Bruno

Governo brasileiro faz retratação por discursos de ódio contra Dom Phillips e Bruno Pereira, apresentada por Sidônio Palmeira durante premiação

Brasil pede desculpas a ataques de ódio contra Dom e Bruno
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  • O governo brasileiro pediu desculpas pelos discursos difamatórios e de ódio contra Dom Phillips e Bruno Pereira no contexto do desaparecimento e da morte deles, em dois mil e vinte e dois.
  • A retratação foi apresentada pelo ministro Sidônio Palmeira, em nome do Estado, durante a premiação do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação.
  • O gesto faz parte do compromisso do Brasil com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos.
  • Dom Phillips, jornalista, e Bruno Pereira, indigenista, foram mortos em cinco de junho de dois mil e vinte e dois, em uma emboscada no Vale do Javari, Amazonas; os corpos foram resgatados dez dias depois.
  • Em julho do ano passado, a Justiça Federal aceitou denúncia contra Rubén Dario Villar, conhecido como Colômbia, apontado como mandante da morte, e suspeito de chefiar uma quadrilha de pesca ilegal.

O governo do Brasil pediu desculpas por discursos difamatórios e de ódio envolvendo o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira, no contexto de seu desaparecimento e assassinato em 2022. A retratação ocorreu nesta quinta-feira, 11, durante a premiação do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação.

A retratação foi apresentada pelo ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom/PR), em nome do Estado Brasileiro, às famílias das vítimas. O ato faz parte de um compromisso com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA.

Contexto do caso

Bruno Pereira e Dom Phillips foram mortos em 5 de junho de 2022, em uma emboscada no Vale do Javari, Amazonas. A região abriga a Terra Indígena Vale do Javari, a segunda maior do país.

Os corpos foram encontrados 10 dias depois, em área de mata perto do Rio Itacoaí. Dom era correspondente ambiental do Guardian e preparava um livro sobre a Amazônia; Bruno já havia atuado na Funai e, depois, pela Univaja.

Desdobramentos judiciais

Segundo o Ministério Público, as mortes teriam visado combater a pesca ilegal na região, por meio de educação ambiental. Em julho, a Justiça Federal aceitou a denúncia e tornou réu Rubio Villar, apontado como mandante e chefe de quadrilha de pesca ilegal no Javari.

Reconhecimento e premiação

No concurso, o podcast Crianças Sabidas – Série Trilhinhas Amazônicas, da Radioagência Nacional, ficou em terceiro lugar na categoria Iniciativa de educação midiática. A fotojornalista Tânia Rêgo, da Agência Brasil, também recebeu menção honrosa pelo conjunto de imagens de reportagem.

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