- Jay Clayton, ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (SEC) e ex-procurador dos EUA em Manhattan, foi indicado para diretor de inteligência nacional poucos dias depois de discutir fraude nas eleições da Califórnia.
- Ele afirmou que as leis da Califórnia permitem “oportunidade de fraude” por causa do voto pelo correio e de um período de tolerância para chegada de votos após o dia da eleição.
- Clayton tem um longo histórico jurídico e apoio firme a Donald Trump, sem credenciais claras em inteligência, e ficou conhecido por ter assinado o indiciamento do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
- Antes de ser indicado à SEC em 2017, atuou como advogado em Wall Street, representando Goldman Sachs durante a crise de 2008; mais tarde foi nomeado procurador em Manhattan, em meio a controvérsias políticas.
- A New York Times informou que Clayton tem socializado e jogado golfe com Trump, e que tem ficado frequentemente ausente de seu escritório; em 8 de junho ele comentou, em CNBC, sobre alegações de fraude nas eleições da Califórnia.
Jay Clayton, indicado recentemente para chefiar o serviço de inteligência dos Estados Unidos, tem um histórico jurídico vasto, com atuação pública e privada ao longo de décadas. Antes da nomeação, Clayton ocupava o cargo de procurador dos EUA em Manhattan e ficou conhecido por sua trajetória à frente da SEC. O anúncio de sua indicação ocorreu em um momento de intenso escrutínio sobre a integridade eleitoral.
Segundo apurações, Clayton não tem experiência prévia no mundo da inteligência e, nos últimos dias, chamou atenção por relações sociais com o presidente e por ter assinado ações envolvendo o governo. Fontes associadas ao caso destacam que ele manteve vínculos próximos com figuras políticas e participou de encontros de alto nível durante o governo anterior.
Durante uma entrevista divulgada em 8 de junho, Clayton comentou as alegações de fraude em eleições da Califórnia, afirmando que, na prática, as leis do estado podem abrir espaço para irregularidades. As observações ocorreram em meio a críticas do hoje presidente sobre supostas fraudes sem apresentar evidências verificáveis. Clayton ressaltou que a integridade eleitoral precisa ser reforçada.
Entre a trajetória profissional de Clayton, constam atuação como advogado de Wall Street, representando grandes players financeiros, inclusive a Goldman Sachs, durante o período de crise financeira de 2008. Em 2017, foi indicado para presidir a SEC pelo então presidente, e, ao fim do mandato, tornou-se procurador em Manhattan, papel que, segundo veículos, o colocou no centro de disputas políticas.
Relatos recentes do New York Times indicam que Clayton tem encontros sociais com o presidente e, segundo os relatos, tem passado períodos afastado de seu gabinete. Tais informações alimentam o contexto sobre o alinhamento com a agenda de políticas do governo em questão, ainda sem confirmação de agenda formal na área de inteligência.
Clayton possui formação em engenharia pela Universidade da Pensilvânia e mestrado em King’s College, em Cambridge. Posteriormente, retornou à Pensilvânia para concluir o curso de Direito, em 1993, consolidando uma carreira voltada a áreas regulatórias e jurídicas de grande alcance.
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