- Democratas da comissão de fiscalização da Câmara vão convocar JD Vance para testemunhar sobre a forma como o governo tratou os arquivos Epstein, após o relatório do New York Times.
- Robert Garcia, líder da bancada, pediu ao presidente da comissão, James Comer, que convoque o vice-presidente para depor.
- Segundo a reportagem, as discussões ocorreram em reuniões da Sala de Situação, com Vance alertando que o tema era um “grande problema”.
- Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca, teria visto Vance exagerando a importância do tema e entendido que ele “comprou” teorias conspiratórias; o Times cita outras defesas e estratégias discutidas.
- A matéria acompanha o histórico de controvérsias sobre os arquivos de Epstein, incluindo debates sobre transparência e novos depoimentos, como o de Alan Dershowitz a ser apresentado à comissão.
Democratas da comissão de Supervisão da Câmara planejam convocar JD Vance para depor sobre o tratamento dos arquivos Epstein, após reportagem do New York Times. A matéria, publicada na quarta-feira, relata que os documentos viraram fonte de crise interna no governo de Donald Trump.
Segundo o Times, Vance alertou colegas que a controvérsia representava um “problema enorme”, enquanto assessores seniores realizavam reuniões no Salão de Situação, com frequência sem a presença do então presidente. A resposta dos assessores é objeto de apuração.
A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, teria considerado que Vance superestimava a importância do tema e criticado suas conjeturas. A convocação foi discutida por Garcia, que questionou por que há reuniões do Salão de Situação sobre a estratégia Epstein.
Detalhes da reunião e desdobramentos
A reportagem do Times aponta que, além de Vance e Wiles, participaram das reuniões a então procuradora-geral Pam Bondi, o atual procurador-geral interino Todd Blanche, o diretor do FBI Kash Patel, o diretor de comunicações da Casa Branca Steve Cheung, o ex-subchefe de gabinete Taylor Budowich e a porta-voz Karoline Leavitt.
Entre os presentes, Cheung chamou a situação de “PR disaster” para o governo. Também foram discutidas medidas de transparência, inclusive opções que poderiam revelar pouco mais sobre o caso, além de propostas não convencionais, como usar Ghislaine Maxwell em defender Trump em entrevista.
Vance defendeu a divulgação de todos os arquivos e a atuação antes de o Congresso avançar com o Epstein Files Transparency Act, que obrigaria o governo a tornar mais informações públicas. A equipe tartamanhou em evitar perdas de apoio da base maga, segundo a reportagem.
A reportagem indica ainda que, conforme o Times, diversos membros do governo subestimaram ou ignoraram o apetite por informações sobre Epstein entre apoiadores de Trump. Intrigas internas passaram a ganhar intensidade após a Wall Street Journal descrever uma suposta mensagem de aniversário com conteúdo sexual enviada por Trump a Epstein.
A matéria cita desdobramentos políticos, incluindo ações judiciais e a reação de aliados que apoiavam a liberação total dos arquivos. O Times aponta que a gestão continuou a enfrentar questionamentos mesmo diante de tentativas de controlar a divulgação.
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