- A Genial/Quaest aponta crescimento de 10% nas intenções de voto de Lula no segundo turno após o caso Dark Horse.
- O entorno de Flávio Bolsonaro (PL) minimizou o impacto da pesquisa, dizendo que não houve queda nas intenções de voto, apenas oscilação.
- A leitura é de que o pré-candidato do PL “sobreviveu” às agendas negativas relacionadas ao caso.
- A avaliação é de que a eleição deve ir para o segundo turno e Flávio pode recuperar votos da direita não bolsonarista no 2º turno.
- 65% dos entrevistados entendem que Flávio errou ao pedir recursos para Daniel Vorcaro usar no filme; a maioria dos independentes teria migrado o voto de Flávio para Lula após o episódio.
O entorno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou que o caso Dark Horse não provocou queda perceptível nas intenções de voto dele. A leitura da Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, aponta que houve um aumento de 10% nas intenções de voto de Lula no segundo turno, após a repercussão da crise envolvendo o filme.
Segundo a avaliação interna, Flávio não sofreu recuo significativo, mas houve oscilações pontuais. A leitura também sustenta a ideia de que a eleição tende a não terminar no primeiro turno e que Flávio pode recuperar votos da direita não bolsonarista no segundo turno.
A pesquisa aponta que 65% dos entrevistados consideram que Flávio errou ao pedir recursos a Daniel Vorcaro para financiar o filme. Além disso, a maioria dos eleitores independentes teria migrado o apoio de Flávio para Lula em função do episódio.
Resultados da pesquisa
A Quaest indicou 10% de vantagem de Lula no cenário de segundo turno, após o tema Dark Horse ganhar repercussão. O levantamento também mostra Flávio com uma parcela de apoio que não sofreu queda acentuada, mantendo força entre segmentos da direita não bolsonarista.
A leitura do entorno sugere que o caso não redefiniu o mapa eleitoral de forma brusca, mas pode influenciar fluxos de votos ao longo da campanha. A avaliação considera que o eleitorado pode reagrupar-se conforme desdobramentos futuros.
Repercussão entre eleitores
O estudo aponta que a percepção negativa sobre a conduta de buscar financiamento foi mais forte entre o público independente. A mudança de voto observada nesse segmento favorece Lula no cenário hipotético de segundo turno. O conjunto de dados reforça a ideia de que a eleição permanece aberta.
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