- Governo avalia usar agências dos Correios como pontos de devolução de smartphones roubados, recebendo notificações do programa Celular Seguro.
- A ideia foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento em Brasília.
- Segundo ele, há 2,5 milhões de celulares roubados no Brasil, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
- As notificações seriam enviadas aos números usados nos aparelhos identificados pelo Celular Seguro, orientando a devolução voluntária.
- A devolução poderá ocorrer nos Correios ou em delegacias, segundo próximos detalhes que devem ser divulgados pelo governo; não haverá punição direta para compradores.
O governo federal avalia usar as agências dos Correios como pontos de devolução de smartphones roubados no âmbito do programa Celular Seguro. A proposta foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento em Brasília.
Segundo Lula, dispositivos sinalizados como roubados podem receber uma notificação para devolução voluntária. A medida mira facilitar a recuperação de aparelhos e ampliar a eficácia do programa, lançado em 2023.
A avaliação envolve o cadastro já existente, que reúne informações como cadastro, endereço e número de chassi de cerca de 2,5 milhões de celulares, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Como funcionará a devolução
No discurso que abriu a 7ª Reunião Plenária do CDESS, o presidente indicou que as mensagens poderão ser enviadas para os números ativos identificados pelo Celular Seguro. A ideia é que o usuário tome providência diante do aviso de restituição.
Lula destacou ainda que a devolução poderia ocorrer nos Correios, tornando o processo mais simples e rápido do que a atuação em delegacias. Ele afirmou que, em muitos casos, o proprietário pode desconhecer a origem irregular do aparelho, mas continua obrigado a entregar ao receber a notificação.
A implementação definitiva ainda depende de detalhes operacionais, como o local exato de atendimento. As medidas devem ser divulgadas pelo governo em breve, com orientações práticas para usuários e autoridades envolvidas.
O objetivo central da ação é reduzir a circulação de equipamentos roubados e facilitar a recuperação, sem penalizar de imediato compradores que possam não conhecer o histórico do dispositivo. A estratégia segue alinhada ao combate ao roubo e à revenda de celulares no país.
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