- Haddad contestou o sigilo mantido pelo governador Tarcísio de Freitas sobre documentos que poderiam explicar o gasto adicional de R$ 3,7 bilhões com a Linha 6 – Laranja do Metrô.
- A gestão estadual afirma que houve uma “superveniência geotecnológica” na região da estação Higienópolis-Mackenzie, que atrasou a obra de outubro de 2025 para 2026, impactando custos.
- O material que explicaria o aumento de quase 4 bilhões permanece sob sigilo, com alegação de que a Artesp tem apenas um funcionário responsável pela documentação, sem disponibilidade para liberar os documentos.
- Haddad disse que é ilegal manter contratos públicos sob sigilo e questionou por que o contrato, já licitado, está protegido, sem esclarecer os motivos do valor adicional.
- Sobre a vaga de vice, Haddad manteve o interesse em definição, destacando a importância da participação do vice-presidente Geraldo Alckmin e o impacto de conversas internas no PSB.
O ex-ministro Fernando Haddad contestou o sigilo de documentos do governo de São Paulo que poderiam esclarecer o gasto adicional de 3,7 bilhões de reais com a Linha 6 – Laranja do Metrô. A defesa foi feita nesta quinta-feira, 11/6, em meio a críticas sobre transparência.
Segundo o Metrópoles, a gestão estadual sustenta que uma superveniência geotecnológica nas imediações da estação Higienópolis-Mackenzie provocou o atraso da obra, que deveria ser entregue em outubro de 2025. Com isso, a entrega ocorreria em 2026, gerando o custo extra.
A documentação que explicaria o aumento está sob sigilo, alegando que apenas um servidor da Artesp está disponível para avaliação. A justificativa é de que não haveria condições técnico-administrativas para tornar públicos os papéis.
Haddad afirmou que colocar contratos envolvendo recursos públicos sob sigilo é inadequado, questionando a razão do segredo e o motivo do pagamento adicional próximo de 4 bilhões. O tema envolve governança e responsabilidade fiscal.
Vice de Haddad segue indefinida
Sobre a vaga de vice, Haddad disse que a definição ainda não ocorreu. A decisão deveria sair entre o fim de maio e o começo de junho, conforme divulgado anteriormente.
O ex-ministro citou o papel de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin na definição, ressaltando a importância da participação do PSB no processo. A discussão interna envolve também o PSB paulista e a pauta de alianças.
Entre petistas, o nome de França é visto como uma possibilidade, mas no PSB as avaliações variam. A meta é fechar uma chapa que contemple equilíbrio regional e perspectivas para o Senado.
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