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Justiça de SP prende ex-auditor fiscal acusado de liderar esquema bilionário

Justiça de São Paulo determina volta à prisão de ex-auditor da Fazenda, apontado como líder de esquema que provocou prejuízo de até R$ 8,5 bilhões

Justiça de SP manda ex-auditor fiscal acusado de liderar esquema bilionário voltar à prisão
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  • A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, acusado de liderar esquema de corrupção com prejuízo estimado em cerca de R$ 8,5 bilhões.
  • A prisão ocorreu após o MP apontar risco de continuidade das investigações, com Artur preso em casa, em Ribeirão Pires, no ABC paulista.
  • Na casa do ex-auditor foram apreendidos R$ 10 mil em espécie e cartas com mensagens que sugerem pressão para evitar acordo ou delação.
  • Artur pediu exoneração do cargo depois de ser preso em agosto do ano passado; as investigações apontam que ele teria recebido cerca de R$ 600 milhões em quatro anos.
  • O caso envolve oito pessoas presas e o MP já denunciou Artur em nove processos, com 146 abordagens e pedidos de propina identificados entre 2021 e 2025; empresas de vários setores estariam sendo multadas.

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a reinserção na prisão do ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como líder de um esquema de corrupção que teria causado prejuízo superior a R$ 8 bilhões. A decisão foi tomada após o Ministério Público manifestar que a liberdade poderia comprometer as investigações.

Artur Gomes da Silva Neto, que ocupava cargo na Secretaria Estadual da Fazenda, foi preso em casa, em Ribeirão Pires, no ABC Paulista. A Justiça concedeu ordem de custódia preventiva a pedido do MP. Na residência, foram apreendidos R$ 10 mil em espécie e cartas envolvendo outros investigados.

A defesa do ex-auditor afirma que ele pediu exoneração do cargo após a prisão ocorrida em agosto do ano anterior. Segundo as apurações, o esquema envolvia sonegação de impostos e concessão de créditos indevidos, com impacto estimado de cerca de R$ 8,5 bilhões para o estado e para a Receita Federal. O núcleo principal envolve oito presos, entre fiscais e contadores, com Artur segundo as investigações chegando a ter recebido aproximadamente R$ 600 milhões em quatro anos.

Detalhes do caso

O Ministério Público já denunciou Artur em nove processos. Os promotores identificaram 146 abordagens e pedidos de propina entre 2021 e 2025. As empresas apontadas no esquema, que vão desde farmacêuticas até concessionárias de automóveis de luxo, também foram multadas com base nos valores pagos como propina. O grupo é alvo de investigação continuada para esclarecer a cadeia de pagamentos e as operações legais envolvidas.

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