- Lula reafirmou a defesa da soberania nacional e criticou a possibilidade de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, pedindo estudo sobre o que os trabalhadores americanos ganham.
- Em Brasília, Lula apareceu com a vice-presidência e ministros segurando a placa “O Pix é do Brasil”; o Inpi reconheceu o Pix como marca de grande renome.
- O presidente questionou alegações de desmatamento no Brasil e destacou que, nos últimos três anos e meio, houve redução do desmatamento em todos os biomas.
- Anunciou medidas para ampliar direitos de populações historicamente marginalizadas, incluindo a entrega de terras para mulheres quilombolas, com a previsão de quase metade de todo o território quilombola registrado nos próximos três anos e quatro meses.
- Ao comentar movimentos de extremo direito e desinformação, Lula citou uma conversa com a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, e disse que vai à França para a cúpula do G7, sem previsão de encontro com Donald Trump.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, em Brasília, que o Brasil não aceitará medidas que prejudiquem os trabalhadores diante de pressões externas. O discurso ocorreu durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (Conselhão), poucos dias antes da viagem à França para a cúpula do G7.
Antes de falar, Lula posou ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros, segurando uma placa com a inscrição O Pix é do Brasil. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) confirmou o Pix como marca de grande renome.
Pix e soberania econômica
No discurso, o presidente destacou a importância de respaldo aos trabalhadores e pediu estudo sobre a realidade trabalhista dos Estados Unidos, em resposta a propostas de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Também questionou críticas internacionais ao desmatamento, ao lembrar avanços do Brasil nos últimos anos.
Lula afirmou que o Brasil tem reduzido o desmatamento em todos os biomas nos últimos três anos e meio e pediu reconhecimento dos ganhos ambientais do país. O chefe do Executivo enfatizou a necessidade de distribuir os resultados do crescimento econômico, mencionando investimentos voltados a educação, saúde e regularização fundiária de terras indígenas e quilombolas.
Democracia e vigilância
O presidente comentou sobre movimentos de extrema direita em várias nações e destacou a importância de combater a desinformação e a insatisfação social. Mencionou uma conversa por telefone com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, para acompanhar acontecimentos regionais.
A fala também abordou riscos de radicalização política, associando ações de protesto a possíveis manipulações por grupos organizados. Lula ressaltou que situações políticas externas podem influenciar o cenário interno e pediu cautela.
Proteção ambiental e investimentos
À tarde, em evento no Planalto, Lula anunciou medidas para conservação da biodiversidade, recuperação de biomas e enfrentamento das mudanças climáticas. O governo espera impulsionar o desenvolvimento sustentável por meio de decretos ambientais.
Foram anunciados recursos para o Ibama e o ICMBio na bacia do Rio Doce, além de aporte do Fundo Clima para restauração de vegetação nativa. Países parceiros, como Reino Unido e Noruega, também contribuíram com doações para o Fundo Amazônia e programas de recuperação ambiental.
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