- A ministra do TSE Estela Aranha sinalizou que deverá fazer uma análise rápida antes de liberar o julgamento sobre a suspensão da pesquisa da AtlasIntel que apontou queda de Flávio Bolsonaro após conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro.
- A sessão do plenário sobre o caso foi adiada na terça-feira, dia 9, após Aranha pedir vista.
- O TSE deverá retomar o julgamento assim que houver reunião com institutos de pesquisa, a ser marcada nos próximos dias pelo presidente da Corte.
- O presidente Kassio Nunes Marques defende critérios claros para atuação de empresas de sondagem e conta com apoio dos ministros André Mendonça e Dias Toffoli.
- O PL pediu vista para o caso, alegando indícios de manipulação do levantamento pela exibição de um áudio, enquanto o AtlasIntel afirma que o áudio foi exibido apenas após o fim do questionário principal.
A ministra Estela Aranha, do TSE, sinalizou que fará uma análise rápida antes de liberar o julgamento sobre a decisão do presidente Kassio Nunes Marques. A decisão suspendeu a pesquisa eleitoral da AtlasIntel que apontou queda de Flávio Bolsonaro após conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão foi paralisada nesta terça-feira, 9.
Aranha pediu vista e adiou a sessão do plenário, segundo apuração da Coluna do Estadão. A magistrada ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. O próximo passo depende de a Corte se reunir com institutos de pesquisa.
Segundo fontes do tribunal, Aranha pretende apresentar seu voto após o encontro com as instituições de pesquisa, que deve ocorrer nos próximos dias, a pedido do próprio TSE. A data exata ainda não foi marcada.
Pontos-chave e próximos desdobramentos
Nunes Marques reforçou a necessidade de critérios claros para atuação de sondagens eleitorais. O tema conta com apoio público de colegas como André Mendonça e Dias Toffoli. O TSE não tem prazo rígido para decisões em processos suspensos por vista, apenas tradição de liberar na semana seguinte durante a campanha.
O embate envolve a alegação do PL de que o questionário induziu respostas negativas sobre Flávio Bolsonaro, ao associar o parlamentar a um suposto “esquema de fraudes”. O partido aponta termos como “escândalo” usados antes de perguntas de intenção de voto.
A AtlasIntel sustenta que o áudio com as conversas foi exibido apenas após o fim do questionário principal, não influenciando as respostas. O instituto afirma que os entrevistados já haviam fechado o preenchimento quando ouviram o material adicional.
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