- O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afastou Rodrigo Raveli Bolzan do cargo de gerente de eventos da SPTuris após apuração da Controladoria-Geral do Município sobre possível ligação dele com ONG ligada à Karina da Gama, dona da produtora do filme Dark Horse.
- Karina Ferreira Gama é empresária responsável pela ONG ligada ao filme e tem contrato milionário para instalação de pontos de wi‑fi na cidade; a Polícia Civil investiga desvio de recursos relacionado a esse contrato.
- A apuração apontou uma rede de empresas e ONGs associadas a Karina e ao Instituto Conhecer Brasil, ganhando espaço em contratos municipais após Raveli assumir o cargo.
- Raveli era sócio da Complexys Soluções Integradas LTDA, empresa alvo de mandado de busca; hoje gerida por André Feldman, amigo de Karina, e houve autorização de pagamento de 3,5 milhões de reais em despesas da ONG com verba pública.
- Em evento na Zona Sul, no dia 10, o prefeito afirmou que a apuração é ampla e deverá ser célere, e que Raveli será demitido se forem comprovadas irregularidades.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afastou Rodrigo Raveli Bolzan do cargo de gerente de eventos da SPTuris após a abertura de apuração pela Controladoria-Geral do Município. A investigação mira possível ligação entre o servidor e uma ONG ligada à Karina Ferreira Gama, empresária proprietária da produtora do filme Dark Horse, que envolve repasses de verbas.
A dona da produtora também é proprietária de uma ONG e detém contrato para instalação de pontos de wi-fi na cidade. Na semana passada, Karina foi alvo de operação da Polícia Civil que apura desvios relacionados a esse contrato de tecnologia com a prefeitura.
A apuração teve início após uma reportagem do portal Metrópoles que apontou uma rede de empresas e ONGs associadas a Karina e ao Instituto Conhecer Brasil, contratado pela gestão municipal após Raveli assumir o cargo.
Contexto das empresas envolvidas
Segundo o material, Raveli era sócio da Complexys Soluções Integradas LTDA, que também foi alvo de mandado de busca e apreensão na investigação. Hoje, a Complexys é chefiada por André Feldman, amigo de Karina, segundo as informações apuradas.
A investigação aponta ainda que Raveli autorizou pagamentos de cerca de R$ 3,5 milhões em despesas de eventos da ONG associada a Karina, com recursos públicos. A Controladoria-Geral não confirmou os montantes, mas descreveu a existência de movimentações relevantes.
Durante evento na Zona Sul, Nunes informou que a apuração é ampla e que o processo será célere. Em caso de identificação de ilegalidades, ele disse que as medidas cabíveis seriam tomadas. Caso contrário, afirmou que não haveria injustiça.
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