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Pautas-bomba aprovadas pelo Senado devem parar no STF

Senado aprova pautas-bomba com custo de centenas de bilhões; governo e STF veem inconstitucionalidade e avaliam ações para reverter no Supremo

Plenário do Senado
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  • Senado aprovou três pautas-bomba com impacto estimado em centenas de bilhões de reais, que devem ser questionadas no STF.
  • Governo e ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam que leis que aumentam despesas sem indicar a fonte de custeio são inconstitucionais e podem ser contestadas.
  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, pediu à Câmara a revisão de partes dos projetos e afirmou que Lula pode vetar as matérias e recorrer ao STF.
  • O ministro Gilmar Mendes afirmou que a Constituição exige indicação de fonte de custeio e que, sem isso, há risco de esvaziar a autonomia dos entes federativos e afetar o pacto federativo.
  • Sobre os custos, a linha de financiamento para a renegociação de dívidas rurais pode custar R$ 140 bilhões; o piso salarial de médicos e dentistas pode custar R$ 8,1 bilhões em 2026; e a aposentadoria especial para agentes de saúde e endemias pode alcançar R$ 99 bilhões.

O Senado Federal aprovou hoje três pautas consideradas bombas, com impacto estimado de dezenas a centenas de bilhões de reais aos cofres públicos. As medidas foram aprovadas em questão de horas, sem indicação de fontes de custeio. A oposição aponta risco de consequências fiscais.

Segundo o governo, as leis aprovadas aumentam despesas compartilhadas com estados e municípios sem clareza de financiamento. A equipe econômica avalia que a aprovação pode exigir ações legais para evitar impactos federais não cobertos.

Ministros do STF também divergem: o governo entende existir inconstitucionalidade na criação de despesas sem fonte de custeio. O tema deve ser levado a ações no tribunal nas próximas semanas.

Análise do lado fiscal

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que partes dos projetos devem ser revisadas pela Câmara. Ele mencionou a possibilidade de veto presidencial e de levar a questão ao STF para definição.

Pouco depois, o ministro Gilmar Mendes criticou publicamente a prática de criar despesas sem indicar fontes. Ele destacou a necessidade de observar a Constituição na relação entre União, estados e municípios.

Mendes lembrou que o STF já suspendeu o piso da enfermagem por falta de custeio. Afirmou que impor ônus sem repasse adequado pode afetar autonomia dos entes e o pacto federativo.

Impacto financeiro estimado

O projeto de linha de financiamento para renegociação de dívidas de produtores rurais deve custar cerca de R$ 140 bilhões ao Tesouro nos próximos anos, segundo autoridades.

O aumento do piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas pode levar a custo de aproximadamente R$ 8,1 bilhões em 2026, sem considerar adicionais noturnos e horas extras.

Já a aposentadoria especial para agentes públicos de saúde e de combate às endemias tem projeção de impacto em torno de R$ 99 bilhões, conforme o Ministério da Previdência Social.

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