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PT apresenta PEC para incluir Pix na Constituição sem autonomia do BC

PT apresenta PEC para tornar Pix garantia constitucional, buscando soberania nacional e proteção do sistema de pagamentos contra restrições externas

Proposta foi apresentada pelo líder na Câmara em meio a emenda que vincula assuntos e coloca partido em dilema. (Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados)
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  • O PT apresentou uma PEC para transformar o Pix em garantia constitucional, separando-a da autonomia do Banco Central, com liderança de Pedro Uczai.
  • A proposta acrescenta ao artigo 192 da Constituição o objetivo de soberania nacional e diz que os sistemas de pagamento geridos pelo BC não podem sofrer restrições por tratados ou sanções estrangeiras.
  • A PEC busca deixar claro que o Pix é universal e eficiente, mantendo-se acessível e protegido contra fraudes.
  • Paralelamente, o relator na CCJ do Senado, Plínio Valério, apresentou outra emenda à PEC do BC com princípios para o Pix: gratuito para pessoas físicas, infraestrutura disponível, eficiência e segurança.
  • O movimento ocorre em contexto de disputa de narrativa sobre o Pix, com menções a tarifas dos EUA e debates sobre substituição por sistemas como o Zelle.

O PT apresentou uma PEC para transformar o Pix em garantia constitucional. A proposta, liderada pelo deputado Pedro Uczai, quer separar a ideia do Pix da autonomia do Banco Central e colocá-la no texto constitucional. A iniciativa foi anunciada na quarta-feira, 10 de maio.

Segundo a justificativa, elevar o Pix à proteção constitucional resguarda o sistema de pagamentos contra mudanças de cenários políticos e pressões externas, tornando-o um patrimônio da população. A proposta é distinta de outra PEC que tratava tanto do Pix quanto da autonomia do BC.

A proposta do PT e o cenário político

A ideia do PT é alterar o artigo 192 da Constituição para incluir um parágrafo específico aos sistemas de pagamentos gerenciados pelo BC, buscando soberania nacional, eficiência, universalidade e inclusão. O texto proposto afirma que esses sistemas não podem sofrer restrições decorrentes de tratados ou sanções estrangeiras.

Paralelamente, o relator na CCJ do Senado, Plínio Valério, apresentou uma emenda à PEC do BC com princípios para a gestão do Pix, prevendo gratuidade para pessoas físicas, disponibilidade de infraestrutura, eficiência, confiabilidade, qualidade e combate a fraudes. O objetivo é tornar o Pix obrigatório e de responsabilidade do Estado.

Contexto internacional e repercussões

O momento da discussão acontece em meio a tensões com o governo dos EUA, após o USTR mencionar o Pix em debate sobre tarifas. Politicamente, a esquerda rejeita a ideia de autonomia plena do BC, argumentando que a política monetária deve ser definida por governantes eleitos e não por um órgão independente.

Nos bastidores, houve controvérsia sobre o que seria substituição de sistemas de pagamento. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro citou o Zelle em críticas públicas, gerando reação de setores que negam substituição do Pix. A discussão envolve narrativa sobre soberania e uso de ferramentas de pagamentos no Brasil.

O que muda na prática, se a PEC avançar

Caso a PEC seja aprovada, o Pix passaria a ter status constitucional, assegurando que sua função seja mantida independentemente de negociações com governos estrangeiros ou pressões externas. O debate envolve impactos sobre a regulação de pagamentos, segurança e confiança do público no sistema.

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