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Sanitarista da USP diz que é preciso pensar em saúde, não em doença

Sanitarista e professor da Universidade de São Paulo defende reorganizar o sistema pela atenção primária, com foco em prevenção e governança entre municípios

Gonzalo Vecina, sanitarista e professor da USP, participou do evento Brasil Adiante, promovido pelo 'Estadão'. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
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  • O sanitarista Gonzalo Vecina, da USP, defendeu a reorganização do sistema de saúde a partir da atenção primária para enfrentar o envelhecimento da população, durante o evento Brasil Adiante.
  • Ele destacou a prevenção e o engajamento da população no cuidado; afirmou que o projeto terapêutico é do profissional e do cidadão, não apenas do atendente de saúde.
  • Propôs um modelo de governança que envolva União, Estados e municípios, com consórcios intermunicipais para ampliar a integração entre redes e serviços.
  • Ressaltou que os municípios devem ser parte da solução por estarem mais próximos da população e apontou falta de alinhamento entre redes municipais e estaduais.
  • O especialista mencionou que o debate sobre financiamento não deve mirar apenas em mais recursos; é preciso manter foco na entrega de serviços e em indicadores de resultados, em um contexto de envelhecimento com aumento de doenças crônicas; segundo o IBGE, a expectativa de vida ao nascer chegou a 76,6 anos em 2024.

O sanitarista e professor da USP, Gonzalo Vecina, defendeu que o sistema de saúde seja reorganizado a partir da atenção primária como resposta ao envelhecimento da população. O debate ocorreu no evento Brasil Adiante, promovido pelo Estadão, em 11 de maio.

Vecina destacou a importância da prevenção e do envolvimento da população no cuidado próprio. Segundo ele, o projeto terapêutico deve unir profissional da saúde e cidadão, com transformação cultural voltada para a saúde em vez de doença.

O especialista ressaltou que o Brasil precisa de políticas públicas compatíveis com o envelhecimento, incluindo estruturas de convivência e cuidadores. A ideia é criar um Estado com relação diferente com os idosos.

Governança e integração entre esferas

Para Vecina, a governança do sistema exige maior integração entre União, Estados e municípios. Ele aponta que a atuação municipal é fundamental, pois envolve proximidade com a população e oferta de serviços.

Ele criticou a falta de comunicação entre redes municipais e estaduais, sugerindo consórcios intermunicipais com participação estadual. O objetivo é uma coordenação mais eficiente na gestão de serviços de saúde.

Modelo de entrega de serviços e financiamento

O sanitarista enfatizou que a discussão sobre finanças não deve apenas buscar mais recursos. A prioridade é ampliar a entrega de serviços: consultas, exames, internações e tratamentos.

Sobre contratação de profissionais, Vecina defende medir resultados e qualidade de serviço, não preocupações com o tipo de vínculo. A população precisa de serviços de saúde eficientes independentemente da natureza do contrato.

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