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Senado aprova Benedito Gonçalves para vaga de corregedor do CNJ

Senado aprova Benedito Gonçalves para corregedor nacional de Justiça, mandato 2026-2028, com 53 votos a favor e 16 contrários

Ministro do STJ Benedito Gonçalves (à esquerda) participa de evento jurídico em Londres patrocinado pelo Banco Master.
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  • O Senado aprovou na quarta-feira, 10, a indicação do ministro Benedito Gonçalves para corregedor nacional de Justiça, cargo no Conselho Nacional de Justiça para o período de 2026 a 2028, com 53 votos favoráveis e 16 contrários.
  • Benedito Gonçalves tem mais de cinquenta anos de carreira pública e já atuou como inspetor de escolas, papiloscopista da Polícia Federal e delegado da Polícia Civil; iniciou a magistratura em 1988, na Justiça Federal do Rio Grande do Sul.
  • O relator, senador Cid Gomes, destacou a origem humilde do ministro e o fato de ele ser o único negro entre 33 ministros do Superior Tribunal de Justiça, desde sua chegada em 2008.
  • A aprovação contou com apoio de aliados da base do governo e contou com o esforço do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para consolidar o apoio ao nome.
  • O Conselho Nacional de Justiça é responsável por fiscalizar a atuação administrativa, financeira e disciplinar do Judiciário, além de padronizar procedimentos e zelar pela transparência e eficiência dos tribunais.

O Senado aprovou a indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves para o cargo de corregedor nacional de Justiça. A votação ocorreu na quarta-feira, 10, com 53 votos favoráveis e 16 contrários. Gonçalves comandará o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no biênio 2026-2028. O processo teve rápida tramitação.

Benedito Gonçalves tem mais de cinco décadas de atuação no serviço público. Foi inspetor de escolas, papiloscopista da Polícia Federal e delegado da Polícia Civil antes de ingressar na magistratura. Iniciou a carreira de juiz em 1988, aprovado em concurso da Justiça Federal do Rio Grande do Sul.

A trajetória dele inclui passagens pela Justiça Federal no Rio de Janeiro e no Paraná, até ser promovido a desembargador do TRF-2 em 1998. Chegou ao STJ em agosto de 2008, sendo o único ministro negro entre 33 representantes da corte.

Aprovação e apoio político

O relator da indicação, senador Cid Gomes (PSB-CE), ressaltou a origem humilde de Gonçalves e destacou a trajetória de superação. A sabatina na CCJ ocorreu com 21 votos a favor e cinco contrários. A votação final contou com amplo apoio da base do governo.

O ato de aprovação contou com o esforço concentrado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). A atuação dele ajudou a viabilizar a pauta em meio ao calendário legislativo.

Controvérsia ligada a evento privado

A nomeação esteve associada a um episódio envolvendo um encontro patrocinado por Daniel Vorcaro, banqueiro citado pela imprensa. Segundo reportagem, Gonçalves participou de uma degustação de uísque Macallan promovida por Vorcaro para autoridades, com custo estimado em R$ 3,3 milhões.

Em 20 de maio, uma sessão foi interrompida por Alcolumbre ao constatar quórum insuficiente para votação, o que adiou o parecer. O episódio é mencionado como contexto da tramitação da indicação.

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