- Trump afirmou pelas redes sociais que EUA e Irã estão à beira de assinar um acordo de paz e disse que cancelará novos ataques de mísseis, sem confirmação imediata do Irã.
- Um diplomata destacou que o acordo estaria, em grande parte, fechado há semanas, mas há “50% de chance” de ele falhar por causa de potenciais entraves.
- O texto do possível acordo prevê desminagem do estreito de Hormuz e manutenção do bloqueio naval, além de mecanismos para novas negociações nucleares e a liberação de ativos iranianos, sem detalhar como ocorrerá.
- O Irã, por meio do porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, disse que o país ainda não chegou a uma conclusão final sobre o acordo.
Donald Trump afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos e o Irã estão novamente à beira de assinar um acordo de paz, e que cancelará novos ataques de mísseis. A declaração ocorreu nas redes sociais, sem confirmação imediata, segundo a imprensa internacional.
Segundo a reportagem, o acordo envolveria cronograma para desminagem do estreito de Hormuz, com a continuidade da operação naval dos EUA. Também trataria de mecanismos para novas negociações nucleares e a liberação de ativos iranianos congelados, sem detalhar como ocorreria.
Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, disse que ainda não há uma conclusão final. Diplomatas próximos às negociações avaliavam que o acordo estaria amplamente acertado há semanas, mas com 50% de chance de fracassar devido a potenciais entraves.
Diplomacia e controvérsias
Consultados, especialistas ressaltam que esse tipo de anúncio ocorre em um histórico de avanços anunciados que não se concretizam, levando a ciclos de desesclarecimentos, ataques e novas negociações.
Além dos temas com o Irã, autoridades norte-americanas divulgam que ataques a infraestruturas de água no sul do Irã podem ser considerados crimes de guerra, segundo especialistas, após o estrago em duas unidades de armazenamento próximo ao estreito.
Outros destaques
O presidente também indicou a nomeação de Jay Clayton, ex-titular da fiscalização de mercados, para chefiar a inteligência norte-americana, em meio a críticas à escolha anterior de Bill Pulte para a posição interina. A reforma do Lincoln Memorial também ganhou destaque, com custo de 14,2 milhões de dólares e avaliação pública inicial mista.
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