- A bancada ruralista, formada por parlamentares menos alinhados ao Planalto, mostra irritação com o ministro da Agricultura, André de Paula.
- Na terça-feira, ele se reuniu com a diretoria da frente parlamentar da agropecuária, e a atuação dele gerou críticas.
- Participaram da reunião o presidente da frente parlamentar da agropecuária, Pedro Lupion, e diversos deputados, além de executivos do setor.
- A leitura dos presentes é que o ministro desconhece o setor e não demonstra interesse ou vontade política de atuar em temas como endividamento, bloqueios da União Europeia e o Plano Safra 2026/2027.
- O encontro ocorre após a troca do titular da pasta, substituindo Carlos Fávaro, e evidencia tensões entre o governo e a bancada ruralista.
O ministro da Agricultura, André de Paula, identificado como auxiliar direto de Lula, foi alvo de críticas da bancada ruralista após uma reunião com a diretoria da frente parlamentar da agropecuária (FPA) nesta terça-feira. A conversa ocorreu em Brasília/DF, em clima de cobrança e insatisfação com a gestão.
Participaram do encontro o presidente da FPA, Pedro Lupion, e deputados Sergio Souza, Alceu Moreira, Marussa Boldrin, Zé Vitor, Tião Medeiros, Arnaldo Jardim e Pezenti. Também estiveram presentes a presidente-executiva do Instituto Pensar Agropecuária, Tania Zanella, e o diretor de Relações Institucionais da FPA, Giuseppe Lobo.
Pelo tom das avaliações, os ruralistas apontaram que o ministro demonstra desconhecimento do setor e falta de interesse político para atuar nos temas centrais da agropecuária, como endividamento, bloqueios da União Europeia e o Plano Safra 2026/2027.
A leitura interna apresentada ao fim do encontro indicou que o grupo não reconhece no atual governo o alinhamento necessário para avançar questões prioritárias do setor. A bancada desperta descontentamento mesmo com a troca de titularidade do Ministério da Agricultura.
A administração anterior, sob Carlos Fávaro, também enfrentou atritos com o grupo, que costuma ter posição independente em relação ao Palácio do Planalto. A reunião foi vista como indicativa de resistência a pautas ligadas ao agronegócio.
Apesar das críticas, os participantes não detalharam propostas específicas apresentadas ao ministro. A FPA costuma atuar como canal entre parlamentares ruristas e a gestão pública em temas setoriais.
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