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Campanhas presidenciais testam estratégias para alcançar a Gen Z

Campanhas miram a geração Z, 18,7 milhões de eleitores, diante da queda de aprovação de Lula entre jovens e disputa entre esquerda e direita

Montagem mostra Lula ao lado de uma jovem com orelhas de gatinho. A outra foto mostra Flavio Bolsonaro dançando funk
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  • A geração Z, com 16 a 24 anos, soma 18,7 milhões de eleitores e é alvo de campanhas tanto da esquerda quanto da direita; esse grupo representa 11,5% do eleitorado de cerca de 156,4 milhões.
  • Pesquisas indicam que Lula continua favorito entre jovens, mas há insatisfação com o governo: 50% desaprovam e 45% aprovam; apenas 19% avaliam o governo como ótimo/bom entre esse público.
  • No Datafolha de maio, Lula venceria Flávio Bolsonaro no primeiro turno entre jovens (35% a 28%), e no segundo turno seria Lula 47% versus 41%.
  • Campanhas destacadas incluem a esquerda com a ação “Brota na urna” e ações de Bolsonaro, que participou de evento em Ji-Paraná dançando funk, além de outros pré-candidatos buscando a geração Z.
  • O desafio para ambos os lados é reduzir a polarização, a desconfiança das instituições e a alta taxa de abstenção entre jovens, além de contornar a percepção de pouca importância do voto nesse grupo.

Os eleitores da geração Z, com idade entre 16 e 24 anos, somam 18,7 milhões. Candidatos de esquerda e direita já investem nessa faixa para a disputa presidencial, que tende a ser acirrada.

Nomes como Nikolas Ferreira abriram ações nas redes, com vídeos em que critica o governo e exorta jovens a refletir sobre o papel do voto. Ao mesmo tempo, a campanha de juventude do PT lançou a ação “Brota na urna”.

Em Ji-Paraná (RO), o senador Flávio Bolsonaro foi visto dançando um funk em apoio a sua candidatura. Já Renan Santos, do “Missão”, zerou anúncios descrevendo-se como pré-candidato da geração Z. A polarização segue intensa nas plataformas digitais e nos atos.

Essa faixa etária representa 11,5% do eleitorado total, estimado em 156,4 milhões pelo TSE. Atenção dos candidatos se justifica pela diferença de votos na eleição anterior, em que Lula venceu por 2,1 milhões.

Especialistas ressaltam que, para a esquerda, o maior desafio é reverter a desaprovação entre os jovens e superar a percepção de que Lula já está há muito tempo na política. Do lado da direita, a dificuldade é manter o apoio de parte do eleitorado.

Outro obstáculo comum é a resistência à polarização e o histórico descrédito dos jovens quanto à importância do voto, o que eleva a abstenção entre esse grupo.

Apoio e avaliação entre jovens

Pesquisa Datafolha divulgada em maio mostra Lula com vantagem entre 16 a 24 anos, 35% contra 28% de Bolsonaro no primeiro turno. No segundo, Lula aparece com 47% a 41%.

A sondagem também aponta que, no governo Lula, a aprovação entre jovens é a mais baixa, com 50% de desaprovação e apenas 19% de avaliação ótima ou boa. A margem de erro é de dois pontos.

Diretores do Datafolha destacam que, desde 2023, a percepção sobre o governo caiu entre os jovens, com descontentamento em relação a questões econômicas e perspectivas futuras.

A mesma leitura aparece quando se observa o apoio de mulheres jovens a Lula, superior ao de Bolsonaro, em parte devido a programas de proteção e assistência social.

A BBC News Brasil consultou representantes dos campos e não obteve resposta para comentar os dados. Os números reforçam a necessidade de campanhas que expliquem propostas de forma simples.

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