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DPU pede que Eduardo Bolsonaro seja julgado pela Primeira Turma completa

DPU pede adiamento do julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF e que cadeira vaga seja preenchida pela Segunda Turma, citando risco de parcialidade de Moraes

Defensoria lembra que análise de suspeição de Moraes pode deixar caso nas mãos de três ministros. (Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara)
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  • A Defensoria Pública da União (DPU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que adie o julgamento de Eduardo Bolsonaro na Primeira Turma e que um ministro da Segunda Turma ocupe a cadeira vaga.
  • O pedido, dirigido ao relator Alexandre de Moraes, sustenta que Moraes não poderia julgar o caso com imparcialidade.
  • Com a cadeira vaga, apenas três ministros estariam aptos a julgar, o que pode comprometer o equilíbrio do placar; há ainda a possibilidade de quatro votantes e empate.
  • A ação discute se Eduardo cometeu obstrução à Justiça ao articular sanções contra Moraes, que foi incluído, e depois retirado, do rol da Lei Magnitsky.
  • A DPU ressalta que, por tramitar no STF, não há recurso e o julgamento precisa ocorrer por colegiado amplo; a cadeira vaga poderia ser ocupada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, caso sua indicação fosse aprovada.

A Defensoria Pública da União (DPU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o adiamento do julgamento de Eduardo Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma. O pedido, protocolado nesta sexta-feira, visa também ocupar a cadeira vaga da Turma com um ministro da Segunda Turma, caso seja necessário.

Segundo a DPU, o relator Alexandre de Moraes não poderia julgar com imparcialidade, uma vez que a própria posição dele estaria em jogo. A defesa aponta que, com Moraes à frente, haveria apenas três ministros disponíveis para decidir se há conflito de interesses, o que pode gerar um empate.

A ação analisa se Eduardo Bolsonaro cometeu obstrução à Justiça ao atuar na defesa de sanções contra Moraes, que chegou a integrar temporariamente o rol da Lei Magnitsky, mas teve a inclusão retirada meses depois. A defesa entende que Moraes não pode julgar o caso com isenção, já que a demanda envolve supostos ataques contra ele.

Caso o STF determine o julgamento pela Primeira Turma, a defesa alerta para o risco de decisão marcada por uma eventual maior concentração de votos, dado o cenário de cadeira vaga. A DPU ressalta que, por tramitar no Supremo, não há recurso possível, reforçando a necessidade de um colegiado amplo.

Ponto de pauta e panorama no STF

A discussão envolve também o desfalque no colegiado da Primeira Turma, relacionado à divergência sobre as ações que teriam ocorrido em 8 de janeiro de 2023 na Praça dos Três Poderes e que resultaram em condenações por atos naquele dia. O tema gera impacto político e institucional no poder Judiciário.

No cenário de composição, Luiz Fux foi o único a votar contra as condenações de então. A defesa de Eduardo Bolsonaro sustenta que a prova não se enquadra de forma exata nos tipos penais, o que, segundo ele, poderia levar à absolvição pela ausência de encaixe jurídico preciso.

A cadeira que ficaria vaga seria ocupada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, caso sua indicação seja aprovada. Com isso, quatro nomes teriam sido indicados pelo presidente Lula e Moraes, indicado por Michel Temer, compondo o quórum possível para o julgamento.

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