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Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado por trama com drones para lei marcial

Condenado a trinta anos, ex-presidente sul-coreano planejou drones para justificar lei marcial, ampliando crise política e arranjo institucional no país

O ex-presidente da Coreia do Sul Yoon Suk Yeol chega a um tribunal para participar de uma audiência destinada a analisar o pedido de mandado de prisão apresentado por promotores especiais, em Seul, Coreia do Sul, em 9 de julho de 2025.
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  • O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol foi condenado a 30 anos de prisão por ter enviado drones à Coreia do Norte para criar justificativa para decretar a lei marcial em dezembro de 2024, buscando benefício político.
  • Ele já havia sido condenado à prisão perpeta em fevereiro por insurreição, além de penas de cinco anos em janeiro e, após recurso, sete anos em abril por obstrução da justiça; também é acusado de ordenar o envio de drones com panfletos em outubro de 2024.
  • Os juízes entenderam que a operação buscava criar base legal para a lei marcial, incentivando ações armadas da Coreia do Norte contra o Exército ou a população sul-coreana, provocando crise de segurança nacional.
  • A promotoria apontou que a ação vazou informações confidenciais, já que alguns drones teriam caído em território norte-coreano; a defesa contestou as acusações sobre drones, chamou o ato de autodefesa.
  • A Coreia do Norte reagiu de forma moderada, mas advertiu que responderia a novos lançamentos; dois meses depois, parlamentares aprovaram resolução contra a lei marcial, levando Yoon a recuar e gerando crise política na Coreia do Sul.

O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi condenado nesta sexta-feira a 30 anos de prisão por planejar enviar drones à Coreia do Norte para provocar Pyongyang e criar justificativa para decretar a lei marcial em dezembro de 2024. A decisão aponta finalidade política e uso de ações que poderiam afetar a segurança nacional, segundo a sentença.

A Justiça já havia condenado Yoon a prisão perpétua em fevereiro por insurreição, após tentar impor a lei marcial e convocar tropas ao Parlamento. Em janeiro, ele recebeu cinco anos de prisão por obstrução de Justiça; a pena foi ampliada para sete anos em abril após recurso. A acusação também aponta envio de drones com panfletos para Pyongyang em outubro de 2024.

De acordo com o veredito, a operação visava criar base legal para tirar o Parlamento de cena, com o objetivo de silenciar a oposição e manter poder político. Os magistrados destacaram uso de capacidades militares para fins privados e suposto abandono de objetivos de defesa nacional.

Os promotores sustentaram que a ação poderia ter vazado informações confidenciais, já que alguns drones teriam caído no território norte-coreano. A defesa nega as acusações sobre drones, argumentando que não havia ordem formal e descrevendo a operação como autodefesa.

Reações e contexto

A Coreia do Norte respondeu de forma moderada, avisando que reagiria a novos drones apenas se houver novas incursões. Dois meses depois, Yoon tentou executar a lei marcial, citando ameaças de “forças antiestatais” ligadas à Coreia do Norte e a rejeição do orçamento pelo Parlamento.

Um grupo de deputados entrou no Parlamento acompanhado de tropas, aprovando uma resolução contra a lei marcial e forçando a retirada da medida. O episódio desencadeou crise política na Coreia do Sul, levando à destituição de Yoon em abril de 2025. Atualmente ele permanece sob custódia, enquanto recorre da condenação.

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