- O FBI prendeu o escritório da Ohio Organizing Collaborative, grupo de cadastramento de eleitores, em Cleveland e apreendeu telefones e computadores.
- Agentes também estiveram em residências de pessoas associadas ao grupo em todo o estado e as entrevistaram.
- A investigação parece tratar de acusações de fraude relacionadas às eleições de 2024, mas ainda não há detalhes públicos sobre o caso.
- A ação gerou críticas de autoridades eleitas e organizações de direitos civis, que a qualificaram como ataque à democracia e potencial instrumento político.
- O caso acontece cerca de um mês depois de um alto funcionário do Ministério da Justiça orientar priorizar casos de fraude eleitoral; em Ohio, 1.084 não cidadãos que pareciam ter se registrado foram encaminhados ao órgão.
A polícia federal dos EUA realizou na quinta-feira uma operação na sede de um grupo de direitos de voto em Ohio. Agentes da FBI apreenderam telefones e laptops da Ohio Organizing Collaborative, organização de base que atua com registro de eleitores, e também foram às residências de integrantes pelo estado para entrevistas.
Segundo Prentiss Haney, integrante da diretoria, a ação ocorreu em Cleveland e envolveu buscas de equipamentos digitais. Ainda não ficou claro os detalhes da investigação, além de tratar de possíveis fraudes eleitorais de 2024. O FBI não respondeu a pedidos de comentário.
A operação ocorre cerca de um mês após alta administrativa orientar a priorização de casos de fraude eleitoral no estado, conforme relatos na imprensa. Em Ohio, Frank LaRose, atual chefe das eleições, encaminhou nomes suspeitos de registro irregular para a Polícia Federal no ano passado.
A pauta legal vem sendo acompanhada por autoridades locais. O senador Sherrod Brown afirmou que as informações sobre a ação são preocupantes. O prefeito de Cleveland, Justin Bibb, solicitou divulgação sobre a base legal da operação.
Reações de organizações de direitos civis criticaram a ação, apontando uso de instrumentos federais com finalidade política. Representantes do setor destacaram a necessidade de transparência sobre as razões da diligência e de assegurar participação cívica sem intimidação.
Especialistas lembram que o debate sobre suposta fraude envolve dados eleitorais e fiscalização. A discussão, no entanto, permanece no âmbito técnico, sem evidências apresentadas até o momento de forma conclusiva.
Entre na conversa da comunidade