- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que infiltração de facções nas eleições está entre as maiores preocupações da PGR.
- A prioridade é prevenir a intrusão dessas organizações no ambiente eleitoral, identificando locais, riscos e punindo abusos de poder político e econômico.
- Gonet citou como exemplo a possibilidade de facções impedir que candidatos ingressem em território público para fazer campanha, o que não pode ocorrer.
- O Estado deve agir para impedir que organizações criminosas criem empecilhos ao funcionamento das instituições e que haja “Estados paralelos” sob direção de facções.
- Sobre o uso de inteligência artificial nas campanhas, a atuação será caso a caso, com parâmetros e, se houver indícios de deep fake, a resposta será imediata.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a infiltração de facções nas eleições está entre as principais preocupações do órgão neste ano. Ele destacou que a PGR vai priorizar o combate a essa interferência no processo eleitoral.
Em entrevista ao EsferaCast, Gonet disse que é essencial prevenir a intrusão de facções no ambiente eleitoral, identificar onde ocorrem os riscos e punir abusos do poder político e econômico. Não pode haver situações em que facções impeçam candidatos de fazer campanha em território público.
O chefe do Ministério Público reforçou a necessidade de o Estado atuar para impedir que organizações criminosas criem entraves ao funcionamento das instituições. Ele lembrou que não é aceitável coexistir com Estados paralelos dirigidos por tais organizações, garantindo que os mecanismos democráticos funcionem sem interferência criminosa.
Prevenção de infiltração de facções
Para o procurador, o combate exige vigilância permanente sobre onde surgem riscos e ações consistentes para coibir abusos. A atuação visa preservar o equilíbrio entre poderes e assegurar que as regras eleitorais sejam respeitadas em todo o território.
Além disso, Gonet apontou que a atuação investigativa deve acompanhar o ritmo das ameaças. Estratégias passam pela cooperação entre órgãos de segurança, justiça e controle institucional para evitar impactos na participação popular.
Inteligência Artificial nas campanhas
Gonet afirmou que o uso de IA nas campanhas será avaliado caso a caso. Será adotada uma abordagem com parâmetros abstratos e avaliação de cada situação específica. Em caso de indícios de deep fake, a atuação deverá ser imediata.
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