- Governo comemora queda de 61% no desmatamento da Amazônia em maio, ante o mesmo mês de 2025, segundo o Inpe.
- Lula disse que vai comparar dados do Brasil com os Estados Unidos para contestar tarifas relacionadas ao desmatamento.
- O ministro do Meio Ambiente destacou a confiabilidade do sistema Deter, que usa registros do Inpe.
- O presidente pretende, na prática, buscar uma solução política com Donald Trump durante a reunião do G7 na próxima semana.
- Internamente, a Câmara aprovou projetos que flexibilizam a legislação ambiental, ampliando áreas de risco de desmatamento, como os PLs 2564/25, 364/19 e 2486/26.
O governo Lula celebrou a redução histórica do desmatamento na Amazônia, segundo o Inpe. Em maio, a área desmatada caiu 61% frente a maio de 2025, sinalizando avanço na política ambiental.
O presidente Lula destacou os dados para defender a atuação brasileira diante de críticas internacionais. Ele sugeriu comparar a situação ambiental do Brasil com dos EUA para esclarecer a taxação sobre produtos brasileiros.
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, ressaltou a confiabilidade dos números do Deter, embasados em registros do Inpe. Ele disse que o país atua com resultados comprovados pela pesquisa.
Os dados aparecem enquanto o governo negocia medidas comerciais com os EUA. Uma audiência pública está marcada para 6 de julho para debater tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, vinculadas ao desmatamento.
No plano político, Lula já sinalizou intenção de encontro com Donald Trump na próxima reunião do G7, buscando uma solução política para o impasse, além da atuação técnica. A apresentação dos dados sustenta esse movimento.
Cenário internacional e cenário interno
Em Belém, a COP30 e o compromisso com a sustentabilidade ganham reforce internacional, com o Brasil na presidência da conferência climática. O embaixador André Corrêa do Lago trabalha para reduzir o desmatamento global.
Internamente, a agenda ambiental aponta avanços após o período de flexibilização promovido entre 2019 e 2022. O Congresso, porém, aprovou leis que ampliam flexibilizações ambientais e podem ampliar riscos de desmatamento.
Para o governo, a reversão de narrativas ocorre com resultados técnicos e com o estímulo ao uso de energia renovável, especialmente diante de pressões internacionais e oscilações do cenário global.
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