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Nova votação da 6×1 na Câmara aumenta pressão sobre Alcolumbre, aliados de Lula

Nova votação da Câmara sobre o fim da escala 6x1 aumenta pressão sobre Alcolumbre e pode travar a pauta no Senado se não avançar.

O presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)
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  • Câmara deve votar o projeto do fim da escala 6×1 com urgência constitucional, o que pode travar a pauta do Senado após quarenta e cinco dias.
  • Motta determinou que o tema seja votado como uma PEC espelho, sem novos efeitos práticos, mantendo a urgência do texto original.
  • Lula aposta na popularidade da medida para melhorar sua avaliação e busca destravar a tramitação com uma reunião com o presidente do Senado, Alcolumbre.
  • A proposta reduz a jornada de quarenta e quatro para quarenta horas semanais e pode começar a valer parcialmente dois meses após a promulgação, se aprovada até agosto.
  • Há temor de que, se a votação ficar para depois da eleição, a PEC possa ser engavetada, atrasando a derrubada da escala 6×1.

O governo de Lula enviou à Câmara um projeto para acabar com a escala 6×1, com urgência constitucional. A ideia é que, aprovado pela Câmara, o texto passe a trancar a pauta do Senado em 45 dias, elevando a pressão para a Casa votar a proposta. Motta abriu caminho para a discussão na forma de uma PEC.

Aliados do Planalto dizem que a votação na Câmara, mesmo mantendo o foco do governo, tende a ser positiva para a base aliada. O projeto de lei com urgência pode seguir para votação e, se aprovado, impacta diretamente a tramitação no Senado.

Quem está envolvido inclui o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Motta decidiu que o tema seria discutido por meio de uma PEC, mas o texto final manteria o conteúdo do projeto do governo.

A proposta, já aprovada em maio pela Câmara na forma de PEC, busca encerrar a escala 6×1 e, ao mesmo tempo, reduzir a jornada para 40 horas para categorias específicas. O governo comenta que a medida começa a valer parcialmente dois meses após a promulgação.

Lula sinalizou interesse em se reunir com Alcolumbre para destravar a tramitação. O presidente do Senado, por sua vez, tem demonstrado resistência a pautar a PEC, citando divergências políticas e o interesse de evitar pautas com alto impacto fiscal.

Há preocupação no Planalto de que, se a tramitação ficar paralisada até após as eleições, a proposta possa ser engavetada. O governo teme que a energia política da bancada seja reduzida com o passar do tempo eleitoral.

Lula busca, ainda, contornar resistências ao nome de Jorge Messias, ex-advogado-geral da União, rejeitado pelo Senado. A relação entre o governo e Alcolumbre ficou tensa após esse episódio, dificultando o avanço de pautas importantes.

Além da PEC 6×1, o Planalto também quer aprovar a PEC da Segurança e o marco regulatório das terras raras. Enquanto isso, há a expectativa de que Alcolumbre trate com líderes partidários o calendário de tramitação da proposta.

A equipe de Lula avalia que a proposta de fim da escala 6×1, com redução de jornada, pode melhorar a percepção pública do governo antes das eleições. A urgência constitucional continua sendo um instrumento central para forçar votações rápidas.

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