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Prefeitura mira Praça Roosevelt na nova fase da polêmica das concessões

Prefeitura lança edital para concessão da praça Roosevelt, prevendo exploração comercial, naming rights e contratos específicos de estacionamento, quiosques e zeladoria

Patinador na praça Roosevelt, na região da Consolação, em São Paulo; na época da pandemia, espaço foi enfeitado com cataventos para lembrar as vítimas da Covid-19.
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  • A prefeitura de São Paulo lançou edital para conceder a praça Roosevelt à iniciativa privada, com direito à exploração comercial em troca de manutenção e investimentos no espaço e na rua Gravataí.
  • O consórcio vencedor pagará outorga e poderá explorar atividades como estacionamento, quiosques, zeladoria e eventos, além de possibilidade de venda de naming rights.
  • A proposta surge após o fracasso da concessão do Anhangabaú e busca transformar a Roosevelt em espaço mais bem cuidado, mas pode transferir a gestão por 20 anos a uma empresa.
  • Há preocupação de que contratos únicos deteriorem a essência do lugar, que reúne bares, teatros, escolas e fluxo diário de pessoas, sem garantias de participação social.
  • A crítica é que a solução não deve descaracterizar o espaço público; a prefeitura é orientada a buscar formas de manter a vitalidade do local sem perder sua identidade.

A prefeitura de São Paulo abriu edital para conceder à iniciativa privada a gestão da praça Roosevelt, no centro da cidade. O consórcio vencedor pagará outorga, assumirá a exploração comercial e fará manutenção na praça e na rua Gravataí. A medida envolve ainda a possibilidade de investimentos em quiosques, estacionamento e zeladoria.

A Roosevelt tem uma história marcada por transformações urbanas. Do passado como praça de potenciam de tráfego à atual função de espaço público com bares, teatros e atividades culturais, o local viveu momentos de vocação coletiva e de desgaste. A proposta de concessão surge após outras rodadas de debates sobre parcerias público-privadas.

Sobre o edital

Segundo o edital, o contrato permitiria a venda de naming rights e a exploração de eventos, publicidade e demais ativos comerciais vinculados ao espaço e ao entorno. O formato proposto prevê contratos específicos para estacionamento, quiosques e zeladoria, com uma única concessão de 20 anos.

A gestão privada, na visão dos organizadores, manteria a praça integrada ao entorno, incluindo a rua Gravataí, entre a Roosevelt e o parque Augusta. A ideia é ampliar a manutenção e os investimentos previstos, diante da deterioração observada em décadas anteriores.

Críticos alertam que a concessão pode deslocar a identidade do espaço, caso não haja mecanismos de governança. A ausência de participação de conselhos e de amarras contratuais é apontada como risco à vitalidade da praça, que recebe atividades diurnas e noturnas com usuários variados.

A prefeitura ainda não divulgou detalhes sobre critérios de seleção, monitoramento de desempenho, ou como ficará a participação comunitária ao longo dos 20 anos de contrato. A discussão sobre o equilíbrio entre preservação e exploração comercial continua em pauta.

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