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Raquel Lyra afirma que o povo não tem dono

Governadora defende pontes acima de partidos, atribui virada eleitoral à gestão de Pernambuco e aposta em diálogo com Lula e alianças locais

Raquel Lyra
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  • Raquel Lyra é a primeira mulher a governar Pernambuco; trajetória inclui secretariado, mandato como deputada e duas gestões como prefeita de Caruaru; desde 2025 é filiada ao PSD.
  • Ela defende construir pontes acima de partidos, mantendo relação com o presidente Lula e apresentando neutralidade do PT na disputa com o adversário João Campos; afirma que polarização não alimenta o povo.
  • A candidata atribui a virada sobre João Campos à gestão do estado, com obras destravadas, melhoria do ambiente de negócios e criação de empregos; segundo ela, Pernambuco saiu de crise fiscal, com o desemprego caindo de 14% para 9,2%.
  • Mesmo coligada ao PSB, o PT está dividido sobre palanque duplo; Lyra destaca autonomia do PT para decisões e ressalta que o PSD tem cerca de 150 das 185 prefeituras no estado.
  • O foco é em ações para o povo: água, transporte, educação e moradia; ela cita entregas como 25 mil unidades habitacionais em três anos e destaca diálogo com o governo federal para ampliar investimentos.

Raquel Lyra afirma que o povo não tem dono e defende pontes acima de partidos, ao falar sobre a relação entre Pernambuco, o PT e o Nordeste. A governadora, primeira mulher a governar o estado, traça um perfil de gestão desde 2021, com passagem pelo PSB, PSDB e, desde 2025, no PSD. Ela tenta manter diálogo com Lula e reduzir a polarização local.

Lyra sustenta que a virada sobre João Campos ocorreu pela entrega de obras, retomada de crédito e melhoria do ambiente de negócios. Segundo ela, Pernambuco saiu de uma situação financeira crítica, com desemprego acima de 9%, para sinais de recuperação, ainda com desafios de infraestrutura.

Ela ressalta diferenças entre si e Campos, destacando que, ao chegar, encontrou promessas sem recursos. A governadora afirma ter destravado obras e priorizado a população, em vez de métricas de redes sociais. A comparação aponta para um governo voltado à prática de resultados.

A relação com o PT é apresentada como foco na construção de pontes, com autonomia para discutir rumos após as convenções. Lyra alega ter restabelecido a confiança do governo federal no estado e aponta Lula como facilitador de investimentos.

Sobre o cenário nacional, a governadora enfatiza que as alianças não giram em torno de partidos, mas de projetos de transformação. Ela cita apoios que vão desde PSOL até PL, com foco em obras e melhoria de serviços para a população.

Em relação à gestão federal, Lyra elogia o governo Lula pelos investimentos abertos a Pernambuco. Ela afirma ter recebido apoio e ministérios atuando de forma colaborativa para ampliar a atuação do estado.

Ao relembrar declarações de 2022, ela diz ter mudado de tom frente às necessidades do povo, citando a crise de água como exemplo. Entre entregas, aponta 25 mil unidades habitacionais em três anos e meio.

Sobre o PSD, Lyra respeita a candidatura de Ronaldo Caiado ao Planalto, mas ressalta que a autonomia para conduzir o partido em Pernambuco foi assegurada. A governadora afirma que não haverá surpresas em relação ao posicionamento futuro.

A base aliada do PSD, com 150 das 185 prefeituras, é destacada como elemento importante para governança e campanha. Ela afirma que o trabalho no chão aproxima prefeitos do governo federal, sem alimentar hostilidades políticas.

Quando questionada sobre vantagem para a esquerda no Nordeste, Lyra defende que a região está mudando e que pessoas, não apenas partidos, contam. Pernambuco, segundo ela, não tem dono, nem o Nordeste tem, e o povo não pertence a nenhum grupo.

Entre prioridades, a governadora cita água, estradas, transporte, educação e oportunidades de trabalho. Ela destaca avanços na segurança pública, com queda de crimes contra o patrimônio no início de 2026 e investimento recorde de 2,3 bilhões de reais.

Sobre a atuação policial, Lyra aponta melhoria estrutural: renovação de viaturas, armamento, coletes e presídios para isolar detentos. Ela reconhece, porém, que ainda há caminhos a percorrer para reduzir a criminalidade.

Em relação a declarações sobre terrorismo, a governadora defende cautela com medidas unilaterais estrangeiras e reforça a necessidade de cooperação internacional que respeite a soberania. Ela defende atuação integrada no combate ao narcotráfico.

No que diz respeito à atuação feminina, Lyra observa que a aprovação entre o eleitorado feminino é menor, mesmo com entregas como hospitais da mulher e maternidades. Ela atribui parte da dificuldade a questões estruturais de gênero na política.

Ela comenta as dificuldades na Assembleia, atribuindo-as a resistência de alguns setores a uma mulher que chegou ao poder. Lyra sustenta ter enfrentado obstáculos com viés de misoginia, cobrando avaliação por resultados.

Sobre o TCE, a governadora afirma que contratos com empresas foram objeto de auditoria, que poderá resultar em ajustes caso haja irregularidades. Ela afirma que não houve proibição de contratação até o momento.

Quanto à saída de Kassab, Lyra diz que não houve surpresas futuras e mantém a posição de buscar o melhor para Pernambuco. Ela frisa que a prioridade é o alcance de resultados para a população.

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Alianças locais e projeções eleitorais

A governadora destaca que a aliança com lideranças municipais fortalece governança e projetos. Ela ressalta que a aproximação com prefeitos não é motivada por cobrança, mas pelo resultado entregue à população.

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Panorama regional e agenda pública

Lyra destaca que a região Nordeste começa a olhar para pessoas e propostas, não apenas para alinhamentos partidários. Ela reforça que o foco é melhorar condições básicas, como água, escolas e empregos, para a população.

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Perspectivas para 2026 e posicionamento político

A governadora afirma que a prioridade é governar bem Pernambuco e que decisões sobre palanque e alianças serão definidas no momento adequado. Ela sustenta que não há intenção de antecipar escolhas eleitorais, mantendo o foco na gestão.

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