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Rua no Rio, onde mais de 60 corpos foram enfileirados, ganha cores da Copa

Copa de 2026 colore a rua da Penha, onde mais de sessenta corpos enfileirados lembram a tragédia da Operação Contenção

Montagem colorida de operação e rua decorada da Copa
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  • Com a abertura da Copa do Mundo de 2026, a praça São Lucas, na Vila Cruzeiro, Penha, no Rio, ganhou cores da seleção brasileira.
  • O cenário festivo contrasta com outubro de 2025, quando a área ficou marcada pela operação policial considerada a mais letal da história da cidade, com mais de sessenta corpos enfileirados.
  • A operação Contenção ocorreu em 28 de outubro, nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro.
  • Ao todo, a ação deixou pelo menos 121 mortos e 113 presos, segundo o governo, que visava desarticular a estrutura do crime organizado e apreender fuzis.
  • Drones registraram o momento em que corpos foram cobertos por lonas e retirados para o Instituto Médico Legal; quase setenta cadáveres foram enfileirados para reconhecimento pelas famílias.

No entorno da praça São Lucas, na Vila Cruzeiro, Complexo da Penha, a Copa do Mundo de 2026 chegou com cores verde e amarelo. A Rua ganhou a bandeira do Brasil, pinturas da Igreja da Penha e do Cristo Redentor, elevando o tom festivo no local.

O cenário festivo contrasta com a memória de outubro de 2025, quando a praça ficou marcada pela Operação Contenção. Mais de 60 corpos foram enfileirados após o confronto, a ação policial mais letal da história da cidade.

Os moradores veem o espaço coberto de lonas e reconhecem as vítimas em meio ao luto. Drones registraram o procedimento de remoção dos corpos no IML, com parte das vítimas preparada para o reconhecimento por familiares.

Operação Contenção

A operação foi deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, em 28 de outubro de 2025. Ao todo, 121 pessoas morreram e 113 foram presas, segundo dados oficiais do governo.

O objetivo foi desarticular a estrutura do Comando Vermelho e apreender fuzis porta-arma da facção, segundo a gestão de Claúdio Castro. A atuação visava reduzir a atuação criminosa no estado.

Em meio aos destroços, drones registraram o momento em que corpos eram removidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal. Quase 70 cadáveres foram, na época, cobertos por panos para reconhecimento familiar.

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