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STF mantém anulação da condenação de Garotinho e rejeita recurso da PGR

STF mantém anulação da condenação de Garotinho na Chequinho, por falhas na cadeia de custódia de provas usadas no processo

Anthony Garotinho (Republicanos-RJ) foi deputado federal, governador do Rio de Janeiro e candidato a presidente (Foto: Agência Brasil)
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  • STF mantém a anulação de uma condenação de Anthony Garotinho na Operação Chequinho e rejeita o recurso da PGR.
  • A decisão se baseia na avaliação de que as provas não atendiam aos requisitos de autenticidade, com falhas na cadeia de custódia.
  • Dados extraídos de um computador da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos dos Goytacazes teriam tido preservação inadequada, e a perícia do ambiente original não ocorreu.
  • Em relação a 2022, a Segunda Turma havia reconhecido problemas semelhantes, mas entendeu que Garotinho respondia a ações penais distintas; em 2024, a maioria seguiu o entendimento de Zanin, com divergência de Luiz Fux.
  • A decisão ocorre em meio aos movimentos políticos para 2026, com Garotinho mantendo atuação como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro.

O STF manteve a anulação de uma condenação ligada à Operação Chequinho envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho. A decisão ocorreu após a Segunda Turma rejeitar recurso da PGR contra o entendimento do ministro Cristiano Zanin, apresentado em março deste ano.

A sentença anulada questionava provas usadas para condenar Garotinho e aliados em Campos dos Goytacazes, sob o programa Cheque Cidadão. A acusação dizia que o benefício foi ampliado para obter apoio eleitoral em 2016.

Segundo Zanin, a preservação do material original foi falha: dados de um computador da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social não tiveram cadeia de custódia adequada. A ausência de perícia no ambiente original impediu checagem da integridade das informações.

A defesa apontou que as provas eram ilícitas e não poderiam sustentar a condenação. A Turma entendeu que, mesmo em ações penais distintas, a nulidade de provas em um caso pode abranger outros derivados da operação.

Divergência entre os ministros

Entre os ministros, a discussão teve apenas o voto divergente de Luiz Fux. Os demais acompanharam o parecer de Zanin. Com isso, permanece válida a anulação da condenação relacionada à Chequinho.

A decisão ocorre em meio a movimentações políticas para 2026, quando Garotinho é citado como pré-candidato ao governo do Rio. O ex-governador mantém atuação política mais ativa nos últimos meses.

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