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Camilo Santana apoia classificar PCC e CV como terroristas

Camilo Santana defende classificar PCC e CV como terroristas, diverge do Planalto e afirma ter informado Lula, enquanto governo critica a decisão dos EUA

Na foto, o senador Camilo Santana
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  • O senador Camilo Santana, do PT, defendeu classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, igual aos EUA, em entrevista ao site Metrópoles.
  • A posição de Santana diverge da gestão federal, que criticou a decisão norte‑americana e afirmou que medidas estrangeiras não devem afetar a soberania brasileira.
  • Santana disse ter informado ao presidente Lula sobre sua discordância em relação ao posicionamento oficial do governo.
  • O ex‑ministro afirmou que o PCC e o Comando Vermelho causam terrorismo no Brasil e que, se houver o que for pior, esses grupos devem ser classificados.
  • O ex‑ministro Ciro Gomes responsabilizou a omissão do governo pela possibilidade de a Casa Branca classificar as facções como terroristas, apontando falhas de até duas décadas no combate ao crime organizado.

Camilo Santana, senador do PT do Ceará e ex-ministro da Educação, defendeu na quinta-feira, 11 de junho de 2026, que PCC e CV sejam classificados como organizações terroristas, à imagem do que ocorreu nos Estados Unidos. A declaração foi dada ao site Metrópoles.

Santana mantém posição divergente da linha do governo federal, que criticou a decisão norte-americana. O Planalto informou que não aceitará medidas arbitrárias vindas do exterior para atacar a soberania e a economia do Brasil.

O ex-ministro afirmou ter informado ao presidente Lula sua discordância em relação ao tema. Segundo ele, o discurso de Lula sobre o assunto foi equivocado, pois, na visão dele, o PCC e o Comando Vermelho provocam terrorismo em território nacional.

Para Santana, é essencial classificar as facções de acordo com os impactos que causam no país, destacando que ações extremas demandam resposta firme. Ele ressaltou ainda que a segurança não pode servir de palco para disputa política.

O político também criticou o uso do tema de segurança para fins partidários, afirmando que o assunto deve estar acima de divergências internas. Afirmou tratar o tema como um desafio que exige responsabilidade institucional.

Entre ataques velados, Ciro Gomes, pré-candidato ao governo do Ceará pelo PSDB, responsabilizou a omissão do governo pela posição de EUA. Ele disse que a classificação não invadiría o Brasil, mas poderia bloquear contas das facções.

Ciro afirmou que vinte anos de falhas no combate ao crime organizado contribuíram para a vulnerabilidade do país. Segundo ele, a atuação externa reflete interesses que rompem com a soberania nacional.

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