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Defensoria requer adiamento do julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF

Defensoria pede adiamento do julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF, alegando quórum incompleto há oito meses, risco de empate ou de três votos

Eduardo Bolsonaro está nos EUA trabalhando contra o Brasil - (crédito: Reprodução/Youtube)
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  • A Defensoria Pública-Geral da União pediu ao ministro Alexandre de Moraes o adiamento do julgamento da ação penal contra Eduardo Bolsonaro, marcado para terça-feira (16).
  • A defesa alega que a Primeira Turma do STF está com composição incompleta há oito meses, desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.
  • Sem o quinto ministro, há dois cenários problemáticos: com quatro votantes, pode haver empate em dois a dois; com possível impedimento do relator Moraes, a Turma poderia julgar com apenas três votos.
  • A DPU cita o artigo 41 do Regimento Interno do STF para convocar um ministro da Segunda Turma e completar o quórum, e sugere levar a questão ao colegiado se Moraes antever indeferimento monocrático.
  • O processo envolve denúncia da Procuradoria-Geral da República sobre atuação de Eduardo nos Estados Unidos para pressionar o STF, em meio a discussões sobre tarifas, vistos e a Lei Magnitsky, vinculadas a episódios políticos recentes.
  • A vaga de Barroso permanece em aberto devido a disputas entre Senado e governo, com a indicação de Jorge Messias sendo rejeitada por 42 votos, após interferência política e atrito entre as partes.

A Defensoria Pública-Geral da União pediu ao ministro Alexandre de Moraes o adiamento do julgamento da ação penal contra Eduardo Bolsonaro, previsto para terça-feira (16). A alegação é de que a Primeira Turma do STF está incompleta há oito meses, o que pode comprometer o resultado. A denúncia é da PGR.

Segundo a DPU, sem um quinto ministro, o tribunal pode ter decisões bloqueadas. Se a Turma julgar com quatro integrantes, o placar pode ficar empatado em 2 a 2. Se o relator Moraes for impedido, o colegiado poderia operar com apenas três votos.

A defesa e a PGR discutem a aplicação do Regimento Interno do STF para completar o quórum, incluindo a convocação de um ministro da Segunda Turma. Caso Moraes rejeite o pedido, a DPU quer levar a questão ao plenário como questão de ordem no início da sessão.

Contexto: vaga no STF e impasse no Senado

O processo envolve Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e a PGR aponta que ele atuou nos EUA para pressionar autoridades brasileiras. A pauta inclui a possível articulação do tarifaço do governo Trump de 2025 e medidas como suspensão de vistos de ministros, além da Lei Magnitsky.

A vaga aberta desde outubro de 2025 ocorreu após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O Senado ainda não decidiu sobre a indicação de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula, o que sustenta a instabilidade no preenchimento da cadeira.

Davi Alcolumbre atuou para barrar o nome de Messias, gerando um impasse político. A rejeição ocorreu com 42 votos contrários, após pressões e negociações entre Poderes. A situação é apontada pela defesa como parte de uma retaliação política.

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