- No dia 4, Norman Finkelstein esteve na Feira do Livro de São Paulo; a Folha descreveu a mesa como lotada e com segurança reforçada, e houve controvérsia sobre trechos que citavam posições sobre israelenses e antissemitismo.
- Jornalistas e leitores deram opiniões distintas: Nira Worcman pediu contextualização crítica; Marcelo WS acusou o jornal de usar um judeu para justificar ódio contra judeus. A Folha afirmou manter pluralismo e equilíbrio em sua cobertura.
- A publicação também trouxe entrevista com Finkelstein e um texto de opinião crítico, ambos tratando de antissemitismo, ataques e instrumentalização de argumentos do autor.
- Em 9 de junho, saiu reportagem sobre o Theatro Municipal de São Paulo, com supostas declarações do maestro Edilson Ventureli, que, na prática, não existiam conforme correção publicada na sexta, 12 de junho.
- Após a correção, Ventureli reiterou que a gestão continuará sem alterações na mensagem original das obras, mantendo espaço para manifestações artísticas de minorias, dentro de uma programação diversa.
Duas cobranças ao jornal e uma frase que não existiu. Dois casos recentes expõem tensões no relato de quem participa do debate público, com pontos de vista divergentes sobre preconceito, antissemitismo e liberdade de expressão. Em 4 de junho, Norman Finkelstein esteve na Feira do Livro em São Paulo, com agenda lotada e segurança reforçada. A cobertura utilizou termos descritivos sobre o evento, sem opinar.
Em eixos distintos, avaliadores e leitores apontaram distorções no jornal. Nira Worcman, jornalista, afirmou que a imprensa precisa contextualizar críticas ao Israel e evitar demonizar populações. Outro comentarista, Marcelo WS, criticou o uso de uma narrativa que, em sua leitura, emprega um judeu para justificar hostilidade a judeus. Finkelstein é filho de sobreviventes do Holocausto.
Cobertura e desdobramentos sobre Finkelstein
No dia 10 de junho, o jornal publicou entrevista com perguntas sobre antissemitismo, além de um texto de opinião que criticava o autor. A matéria tratou de ataques contra judeus e da instrumentalização de argumentos por grupos antissemitas, segundo a linha editorial adotada pela redação.
A Folha discorreu que o jornal mantém esforço de pluralidade e abertura a réplicas. O Manual de Redação cita liberdades de expressão, desde que não violem leis. Também aponta o objetivo de ampliar debates sem apoiar discursos que promovam violência ou discriminação.
Correção sobre o Theatro Municipal de SP
Em 9 de junho, uma matéria atribuiu ao maestro Edilson Ventureli declarações não proferidas. O texto sugeriu que a nova gestão dialogaria com grupos marginalizados, mas a publicação induziu interpretações incorretas nas redes. A matéria foi objeto de correção publicada pela Folha na noite de sexta-feira, 12 de junho.
A correção esclareceu que Ventureli não afirmou não colocar grupos marginalizados no palco. A frase registrada dizia que se pode abrir espaço para esses grupos na plateia, não na programação teatral. A nota ressalta que a gestão anterior já havia discutido adaptações de óperas para atender demandas de minorias.
Ventureli comentou que as obras serão apresentadas sem alterações de mensagem, e que o teatro manterá espaço para manifestações artísticas que ampliem a participação social. A declaração reforçou o compromisso histórico da instituição com minorias e com o acesso à cultura.
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