- O livro The Fix, de Barbara McQuade, afirma que Trump transforma os EUA em “estado mafioso”, corroendo a democracia com práticas de extorsão e controle.
- McQuade compara Trump a Don Corleone, dizendo que ele busca lealdade e usa favores como moeda de poder, esperando retribuições por cada ato.
- O volume cita exemplos como perdões a fiadores do 6 de janeiro, recebimento de um avião de 400 milhões de dólares e aproximação a bilionários de tech, além de pressionar firmas de advocacia, a mídia e universidades.
- As cortes aparecem de maneira ambígua: tribunais de instâncias inferiores resistem, mas a Suprema Corte é vista com preocupação por depender de uma teoria de governo unitário.
- A obra também oferece um caminho cívico: protestos pacíficos, participação local e coalizões entre progressistas e populistas rurais, para retomar a democracia.
Barbara McQuade lança um retrato contundente de Donald Trump e da erosão da democracia nos EUA, segundo o livro The Fix. A autora descreve um governo que age como uma organização criminosa, apostando em coação, favores e impunidade. A obra reúne exemplos e propostas cívicas.
O livro afirma que o presidente usa o poder para pressionar críticos, empresas e parceiros estrangeiros. Entre os casos citados estão nomeações políticas, interferência com firmas de advocacia e decisões administrativas que favorecem aliados. O tom é de alerta institucional.
McQuade, ex-promotora federal e professora de direito, analisa o que seria um “estado de máfia” no contexto americano. Ela sustenta que o foco mudou de competência para lealdade, com a ideia de que quem ajuda o presidente fica em débito.
No exame histórico, a autora compara o período com regimes da Alemanha nazista e da Rússia soviética, apontando sinais de desgaste democrático. Ela define três Cs da era Trump: corrupção, crueldade e caos, segundo a narrativa do livro.
O volume cita gestos como clemões presidenciais a doadores, doações significativas a alianças com bilionários e ataques a instituições que investigaram o governo. A crueldade é apresentada como elemento deliberado de política pública.
O capítulo sobre caos descreve nomeações que, segundo a autora, revelam subserviência ao líder. O exemplos vão de nomeações pouco qualificadas a decisões de alto impacto durante períodos de conflito, com foco em retaliação institucional.
McQuade discute ainda o papel da imprensa e de grandes empresas de mídia. Segundo ela, a orientação ao lucro tem influenciado reportagens e decisões editoriais, com recompensas veladas por favores ao governo.
Na área judiciária, a autora avalia cortes inferiores como resistência parcial, enquanto mantém cautela sobre a Suprema Corte. Ela alerta para a teoria da execução unitária como risco institucional, destacando decisões recentes.
A autora propõe ações cívicas para frear a atuação do governo, incluindo participação eleitoral, mobilização comunitária e organizações civis. O objetivo é defender eleições livres e governança baseada em leis.
No desfecho, McQuade sugere que a oposição precisa combinar forças, inclusive entre progressistas e eleitores rurais, para enfrentar políticas públicas de alta complexidade como habitação, custo de vida e IA.
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