- Trump intensificou ataques a jornalistas de diferentes veículos e interrompeu uma entrevista com a NBC após pressão para apresentar provas sobre fraudes eleitorais de 2020.
- O presidente chamou a NBC de canal parcial e desonesto e atacou outras redes, como CBS, ABC e CNN, além de menosprezar a jornalista Kristen Welker.
- Ataques anteriores incluíram Kaitlan Collins, da CNN, e Norah O’Donnell, da CBS, em contexto de entrevistas sobre temas sensíveis e posicionamento editorial da imprensa.
- A ofensiva atingiu também o programa 60 Minutes, com turbulência na CBS e mudanças no comando da edição sob Bari Weiss; outras personalidades do entretenimento também foram alvo.
- A escalada ocorre conforme pesquisa divulgada pela Reuters/Ipsos aponta aprovação de Trump em 35%, apresentando queda associada a temas como guerra no Irã e críticas à imprensa.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou ataques a jornalistas e veículos de imprensa nos últimos meses, em meio a queda de popularidade. A escalada inclui insultos, interrupções de entrevistas e críticas a coberturas consideradas desfavoráveis.
Nesta semana, Trump atacou repórteres de diferentes veículos e abandonou abruptamente uma entrevista. O episódio ocorreu após ser pressionado a apresentar provas sobre fraudes eleitorais no pleito de 2020. Ele recolheu o microfone e denunciou parcialidade da NBC.
Antes, o republicano já havia ofendido jornalistas em outras ocasiões, abordando temas como economia, operações militares e investigações envolvendo seu governo. As críticas miraram principalmente figuras femininas da imprensa.
Em 3 de junho, durante entrevista na Casa Branca, Trump chamou Kaitlan Collins, da CNN, de corrupta, e repetiu acusações contra Welker, da NBC. A declaração ocorreu após perguntas sobre textos atribuídos a um invasor de residência do jantar da imprensa.
No mês anterior, Norah O’Donnell, da CBS, foi alvo de ataques durante uma discussão sobre posicionamento editorial. A sequência ganhou repercussão por ter acontecido em programa de grande audiência, o 60 Minutes, da CBS.
A turbulência no 60 Minutes ganhou contornos internos, com mudanças na diretoria da CBS e na condução editorial da divisão de notícias. A saída de executivos e repórteres complexificou a relação da emissora com a gestão da empresa.
Entre celebridades, o ataque a Stephen Colbert, apresentador do Late Show, também ganhou destaque. Trump saiu em defesa de uma posição que associou ao desgaste público de críticos do governo.
O governo passou a associar críticas da imprensa a uma tentativa de desestabilizar a política externa, principalmente diante da escalada na guerra com o Irã. Parlamentares e veículos acompanharam o desenrolar das acusações.
A popularidade de Trump, segundo pesquisa divulgada neste mês, ficou em 35% de aprovação, patamar próximo de recordes de baixa para o republicano. A margem de erro é de dois pontos percentuais, mantendo a tendência de declínio.
A tendência de queda na popularidade acompanhou o início da guerra no Irã, com a defesa de ações militares respaldada por parte do governo. A imprensa passou a ser citada por Trump como potencial aliada de agendas adversas aos EUA.
Analistas observam que a estratégia de confronto com a mídia pode mobilizar a base de apoiadores, mas pode afastar eleitores indecisos. O debate sobre liberdade de expressão e independência jornalística ganhou nova atenção pública.
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