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42 estados intimam a OpenAI

Quarenta e duas procuradorias-gerais estaduais subpoenas contra a OpenAI para apurar publicidade, dados de usuários e tratamento de menores, aumentando o escrutínio regulatório

PLUS: Anthropic raced to DC to save its banned AI
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  • 42 estados enviaram subpoenas à OpenAI, cobrindo publicidade, engajamento de usuários e tratamento de dados de consumidores, incluindo menores e idosos.
  • A investigação ocorre pouco depois de a OpenAI ter apresentado documentos confidenciais de IPO, avaliando a empresa próxima de 1 trilhão de dólares.
  • Florida abriu uma ação contra a OpenAI, citando o CEO Sam Altman em uma queixa de 83 páginas ligada a uma investigação criminal anterior.
  • A OpenAI afirma que está cooperando de forma construtiva com a nova investigação.
  • Observa-se movimento no setor, com comentários sobre a relevância do “token capital” e avanços de concorrentes, além de planos da Google para um megacomputador usando dispositivos Pixel aposentados.

Dois meses após o IPO de OpenAI ser anunciado, 42 estados acionaram a empresa judicialmente. O grupo de procuradorias pediu documentos sobre publicidade, mecanismos de engajamento, dados de usuários e cuidados com dados de saúde. A investigação também aborda como o ChatGPT trata menores e idosos, além de comportamento de resposta.

O caso se insere em uma série de embates regulatórios que envolvem gigantes de IA. A coalition de procuradores busca entender possíveis práticas de engajamento e de memória das conversas, bem como a forma como o chatbot reage a conteúdos sensíveis. A ação acontece pouco após a OpenAI ter apresentado intenções de IPO confidencialmente.

A OpenAI afirma estar cooperando de forma construtiva com as investigações, que se somam a um processo da Flórida movido contra a empresa e CEO Sam Altman, aberto no início do mês. A ação da Flórida nasceu de uma investigação criminal ligada a um tiroteio ocorrido na Florida State University, em abril.

Contexto e desdobramentos

A operação dos estados amplia um movimento já acompanhado desde dezembro, quando a coalizão enviou carta com preocupação sobre salvaguardas para usuários vulneráveis. Hoje, o foco regulatório está nos elementos que tornam o ChatGPT útil, como ganchos de engajamento, memória de conversas e tom assente, que podem sofrer alterações caso haja restrições.

O momento também coloca pressão sobre investidores, já que as informações sobre eventuais limitações regulatórias devem constar no formulário S-1, documento pré-IPO. Além disso, a Anthropic protocolou recentemente, de forma confidencial, uma oferta de IPO estimada em cerca de 965 bilhões de dólares, reforçando o cenário de incerteza.

Seções adicionais e impactos

Entre os destaques da cobertura diária, aparecem ainda relatos sobre a pressão de reguladores em relação ao comportamento de assistentes artificiais. A pauta envolve não apenas dados, mas também responsabilidades de plataformas em relação à precisão de respostas e à transparência de políticas de uso.

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