- A Anac investiga se os helicópteros que caíram no Rio de Janeiro, no Recreio dos Bandeirantes, no domingo, operavam como táxi aéreo clandestino e se os responsáveis respondem a processos administrativos.
- O acidente deixou seis mortos após as aeronaves colidirem no ar e caírem nas proximidades da Avenida das Américas.
- Um dos helicópteros, prefixo PP-MAC, já havia sido alvo de denúncias da Anac por operar como táxi aéreo irregular.
- O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que a Anac vai endurecer as fiscalizações e fazer um pente-fino nas aeronaves.
- A Anac avalia medidas mais rigorosas para coibir o transporte aéreo irregular; ainda não há confirmação oficial sobre a operação clandestina de uma das aeronaves.
O ministro de Portos e Aeroportos revelou à coluna que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) investiga os responsáveis pela operação dos helicópteros que se envolveram em um acidente no Rio de Janeiro, no domingo passado. A apuração busca saber se houve processos administrativos abertos contra a aeronave e seus operadores e se uma das aeronaves operava irregularmente como táxi aéreo.
O acidente, ocorrido na região da Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, deixou seis mortos após a colisão de dois helicópteros no ar e a queda em área próxima à via. Um dos helicópteros foi identificado pelo prefixo PP-MAC, já alvo de denúncias anteriores por atuar como táxi aéreo sem devida regularização.
Segundo o ministro, a Anac já vinha monitorando o caso e avalia se a suposta operação como táxi aéreo irregular contribuiu para o ocorrido. A agência pretende adotar medidas mais rígidas de fiscalização para coibir transportes aéreos não credenciados, ampliando ações de verificação de aeronaves e pilotos sem divulgação prévia, para evitar impactos no decolamento.
Anac amplia fiscalização e pente-fino
Ainda conforme o ministro, a Anac está estudando ações coercitivas mais intensivas. A atuação visa aumentar a detecção de operações sem homologação ou sem credenciamento para transporte de passageiros. A ideia é realizar verificações mais profundas, sem revelar detalhes que possam comprometer operações futuras.
O relato também indica que a Anac mantém monitoramento contínuo de denúncias e padrões de operação de helicópteros na cidade, com foco na segurança e na regularização. O Ministério afirma que as informações de andamento da apuração estão sendo checadas com cautela e discrição pelo órgão.
Até a noite de domingo, não havia confirmação de informações diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que seguia viagem para a França para participar de compromissos no G7. A Presidência informou que o assunto ainda não havia sido comunicado ao chefe do Executivo.
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