- Marco Buzzi deve ser ouvido na segunda-feira (15) pela comissão que conduz o PAD para apurar denúncias de importunação sexual e assédio.
- As duas mulheres denunciantes optaram por não depor, direito previsto pelas normas do Conselho Nacional de Justiça.
- A primeira acusação envolve uma jovem de 19 anos, filha de amigos da família, durante férias em Balneário Camboriú, Santa Catarina.
- A defesa afirma que depoimentos, imagens de câmeras de segurança, laudos médicos e perícias comprovam a ausência de importunação.
- Buzzi está afastado de suas funções desde 10 de fevereiro; em abril, o plenário do STJ instaurou o PAD com base em sindicância.
O ministro Marco Buzzi, do STJ, deve ser ouvido na segunda-feira (15) pela comissão responsável pelo processo administrativo disciplinar (PAD) que apura denúncias de importunação sexual e assédio. O depoimento ocorre após as oitivas de testemunhas realizadas na quinta-feira (11). As duas mulheres denunciantes optaram por não depor, conforme as normas do CNJ.
A primeira acusação envolve uma jovem de 19 anos, filha de amigos da família, que teria ocorrido durante férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina. A defesa afirma que provas técnicas, imagens de câmeras, laudos médicos e perícias indicam a inexistência de importunação.
Outra denúncia, de uma servidora do próprio STJ, também foi apresentada ao longo do caso. A defesa sustenta que as evidências apontam que ministro e servidora não poderiam permanecer sozinhos no gabinete nos horários descritos, enfraquecendo as alegações.
Buzzi está afastado de suas funções desde 10 de fevereiro. Em abril, o plenário do STJ instaurou por unanimidade o PAD, com base em conclusões de sindicância iniciada em fevereiro. O objetivo é esclarecer as condutas atribuídas ao magistrado.
A defesa de uma das denunciantes disse à CNN que o processo tramita em segredo de justiça, impedindo manifestações sobre o teor das provas. Em nota, os advogados reafirmaram confiança no julgamento e no devido processo no STJ.
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