- Em Minas Gerais, oito pré-candidatos disputam o governo, ampliando a indefinição sobre o palanque de Lula no estado decisivo.
- A expectativa de quem representaria Lula ganhou força após o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco anunciar que não disputará cargo em 2026.
- O PT participa de várias sondagens internas para avaliar nomes como Reginaldo Lopes e Sandra Goulart, enquanto o PDT pretende lançar candidatura própria pelo PSB.
- Entre os nomes em foco, Alexandre Kalil aparece com cerca de 14% a 18% nas pesquisas, bem atrás do favorito Cleitinho Azevedo, que oscila perto de 40% em cenários.
- Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, segue sem palanque claro para Lula, com maioria dos candidatos ainda pouco conhecidos e sem definição de alianças.
O cenário político em Minas Gerais continua sem definição para o palanque de Lula em um estado estratégico para as eleições nacionais. Depois de Rodrigo Pacheco anunciar que não disputará cargo em 2026, oito pré-candidatos ao governo disputam espaço, enquanto o PT busca pluralidade interna e alianças com PT e PDT em nome de Lula.
A semana trouxe movimentos distintos: Edinho Silva, presidente do PT, tem conduzido reuniões internas e externas para avaliar nomes como Reginaldo Lopes e Sandra Goulart. Já o PSB, ligado a Pacheco, decidiu lançar candidatura própria após uma prévia com quatro postulantes. A aliança entre PT e PDT permanece no radar, embora ainda sem definição.
Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, aparece como o mais conhecido entre os nomes do PT em cenários de pesquisa, embora ainda distante da liderança de Cleitinho Azevedo, favorito em parte das simulações. Kalil tem relutado em aceitar novamente dividir palanque com Lula, mantendo distância de alianças firmadas em eleições passadas.
Entre os nomes do PSB, quatro pré-candidatos foram anunciados: Josué Gomes, Jarbas Soares Júnior, Julvan Lacerda e Clésio Andrade. A aliança com Lula permanece no horizonte para o partido. Marília Campos, apontada como favorita ao Senado, tem defendido acordo com Gabriel Azevedo para reduzir pressão interna sobre disputar o governo.
O parlamento mineiro observa o cenário com cautela. Lula evita visitas a Minas, que continua sem palanque consolidado, apesar de a eleição no estado ser decisiva para as dinâmicas nacionais. Minas representa cerca de 11% do eleitorado brasileiro e é o segundo maior colégio eleitoral do país.
A indefinição estadual se contrapõe aos movimentos em outros estados, que já possuem candidaturas consolidadas de apoiadores do governo federal e da oposição. Ainda sem definição clara, o mundo político mineiro aguarda as convenções, marcadas para o período seguinte à montagem de palanques.
Caso Cleitinho não confirme candidatura, o PL trabalha com um nome próprio, como o empresário Flávio Roscoe, para compor a chapa. O diálogo entre lideranças do PL e de aliados do governador Romeu Zema segue em curso, sem anúncio definitivo até o momento.
Na prática, o paradeiro do palanque presidencial em Minas continua incerto. A pergunta central envolve quem representará Lula no estado e como isso influenciará o desempenho nas urnas, especialmente na reta final da pré-campanha.
Fonte: reportagem publicada pela Veja em 12 de junho de 2026, edição nº 2999.
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