- Um juiz federal rejeitou a ação de Shannon “SJ” Joslin, ex-ranger de Yosemite, que foi demitido após pendurar uma bandeira transgênero gigante em El Capitan.
- A magistrada Jennifer Thurston determinou que Joslin, que se identifica como não binário, deve seguir o processo previsto pela Civil Service Reform Act (Lei de Reforma do Serviço Civil). Como era funcionária em estágio probatório, cabe à Joslin apresentar queixa ao escritório de conselheiro especial.
- O escritório de conselheiro especial negou o pedido inicial de suspender a demissão durante a investigação; a decisão final deve ser anunciada em agosto.
- Joslin pendurou a bandeira de 66 pés no dia 20 de maio de 2025, fora de serviço, por cerca de duas horas, e afirmou que estava fazendo uma declaração de inclusão nos parques nacionais. A demissão ocorreu por “conduta inadequada” e por atuar sem permissão em área não designada para protestos.
- Após o caso, Yosemite proibiu pendurar banners, bandeiras ou cartazes em áreas designadas como wilderness ou potential wilderness, cobrindo 94% do parque. Joslin também questiona direitos de livre expressão e aponta políticas administrativas e demissões na gestão federal.
A juíza federal descartou a ação movida pela ex-ranger do parque nacional de Yosemite, que foi demitida após pendurar uma bandeira transgênero gigante na parede rochosa que fica acima da via principal do parque. O caso envolve a alegação de violação de liberdade de expressão, sob a Civil Service Reform Act.
Joslin, que se identifica como não binário e usa eles/elas, ainda era funcionária em regime de probation quando foi demitida, no ano passado. A juíza determinou que a ex-funcionária deve seguir o procedimento previsto na lei e encaminhar a reclamação ao Office of Special Counsel. A análise interna está em andamento, com decisão prevista para agosto.
O incidente ocorreu em 20 de maio de 2025, quando um grupo de escaladores acompanhou a ex-ranger no Hangar de El Capitan, em Yosemite, Califórnia. A bandeira, com cerca de 66 pés, ficou exposta por cerca de duas horas e foi removida posteriormente. Joslin afirmou ter feito a ação fora do expediente, como cidadão particular.
A carta de demissão, recebida em agosto de 2025, alega conduta inadequada ao participar de um ato de protesto fora da área designada sem permissão, violando regras aplicáveis a visitantes. Em Yosemite, existem áreas específicas para protesto com limites de participação.
Na decisão de sexta-feira, Thurston indeferiu as alegações trabalhistas de Joslin sem chance de emenda, mas sem impedir que haja litígio futuro em outros polos. Também negou o pedido de tutela de urgência, já que a ação foi rejeitada integralmente.
Joslin afirmou, em entrevista ao The New York Times, que não considera a decisão uma vitória para o governo federal, destacando que a ação busca acelerar a justiça para os trabalhadores públicos. O caso envolve, ainda, críticas a políticas administrativas associadas ao período anterior, segundo a defesa de Joslin.
Um dia após o episódio, Yosemite criou regra proibindo a suspensão de banners, bandeiras ou sinais com mais de 15 pés quadrados em áreas designadas como wilderness ou potencial wilderness, cobrindo a maior parte do parque. A norma foi implementada após outra manifestação de 2025, quando manifestantes penduraram uma bandeira invertida no El Capitan como protesto.
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