- Um brasiliense foi condenado a 16 anos, 6 meses e 22 dias de prisão por integrar organização ligada ao Hezbollah e planejar atos de terrorismo em Brasília.
- Conforme o Ministério Público Federal, ele se uniu à organização entre novembro de 2022 e abril de 2023 e viajou duas vezes ao Líbano, com apoio financeiro de Mohamad Khir Abdulmajid.
- A prisão ocorreu após desembarcar em Guarulhos, vindo do Líbano; dois dias antes a Polícia Federal cumpriu mandado de busca na casa da família no Paranoá, DF.
- A mãe dele, com identidade fictícia Dona Francisca, não tem contato direto com o filho desde novembro de 2023 e relata que a família foi drasticamente transformada pela prisão.
- A investigação descreve que o condenado atuava como proxy para ataques contra a comunidade judaica no Brasil, incluindo pesquisa de locais e treinamento de tiro.
Em uma casa simples no Paranoá, região administrativa do Distrito Federal, um brasiliense condenado por terrorismo vivo sob prisão domiciliar. O caso envolve repressão a atividades ligadas ao Hezbollah e a preparação de atos contra a comunidade judaica de Brasília.
A mãe do condenado, identificada pela reportagem como Dona Francisca, não pode manter contato direto com o filho desde novembro de 2023. A família recebeu a visita da Polícia Federal, que cumpriu mandado de busca e apreensão na residência.
Segundo a PF, o rapaz foi detido ao retornar de uma viagem ao Líbano, desembarcando no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ele já cumpria pena quando foi preso pela prática de atos ligados ao terrorismo.
A condenação ocorreu em setembro de 2024, pela 2ª Vara Federal Criminal de Minas Gerais, em total de 16 anos, 6 meses e 22 dias. A decisão reconheceu participação em organização terrorista e planejamento de ataques.
Conforme o Ministério Público Federal, o investigado integrou voluntariamente uma organização ligada ao Hezbollah entre novembro de 2022 e abril de 2023. Foram apontadas viagens ao Líbano com apoio financeiro de um empresário sírio naturalizado brasileiro.
A denúncia aponta ainda que o grupo recrutou brasileiros para atuar como proxies, com foco em alvos no Distrito Federal. Entre as atividades estavam pesquisas de locais judaicos, levantamento de informações sobre líderes religiosos e treinamentos com armas.
Antes de tudo, o condenado nasceu e cresceu no Paranoá. Filho de uma relação com o pai, ele ajudava na feira local antes de a família enfrentar a crise posterior à prisão, que mudou drasticamente o cotidiano da residência.
Dona Francisca relatou que, em vida antiga, o filho era dedicado aos estudos, ajudava na família e chegou a participar de atividades religiosas. A morte do pai, aos 14 anos, é citada pela mãe como momento decisivo para mudanças no comportamento.
A família descreve ainda o período anterior à prisão como marcado pela expectativa de que o filho tomaria caminhos positivos, o que foi, infelizmente, interrompido pela detenção e pelas acusações envolvendo terrorismo.
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