- Protestos ocorreram em Washington e em outras cidades enquanto Trump sediou sete lutas de UFC no gramado sul da Casa Branca, parte de um evento privado e lucrativo.
- O evento marcou a primeira disputa esportiva privada, com fins lucrativos, a ocorrer nos jardins da Casa Branca.
- Manifestantes criticaram a realização, alegando corrupção, uso de terras federais para fins comerciais e questões de militarização, com apoio da organização Third Act.
- Houve forte aparato de segurança, com várias forças de law enforcement monitorando a área, e ingressos para a areas VIP chegaram a até US$ 1,5 milhão.
- Paralelamente, houve um programa de contraprogramação, com concertos pelo First Amendment e ações de organizações civis em apoio a direitos civis e democracia.
Dois a três momentos de tensão marcaram a tarde de domingo em Washington, quando Donald Trump abriu as portas do White House para sediar o UFC no gramado sul. O evento, descrito como aniversário de Trump, reuniu fãs e elevou protestos nos arredores.
Protestos ocorreram na região da Ellipse, com manifestantes segurando cartazes e entoando frases contra a realização de lutas privadas no perímetro público. Um grupo ergueu uma enorme jaula de madeira com figuras do governo, gerando vaias de parte do público.
A jusante, milhares de fãs passaram pelos protestos para entrar na área de exibição próxima ao White House, que abriga o palco e o cage de 92 pés de altura, conhecido como “The Claw”.
Protestos e contestações
Organizadores associam a iniciativa a interesses comerciais da UFC, controlada pela empresa-mãe TKO. Um processo federal emergencial foi apresentado para impedir o evento, mas foi rejeitado pela Justiça dois dias antes.
Centenas de agentes, entre polícia local, Guarda Nacional e Serviços Secretos, patrulhavam a área com apoio de veículos blindados. No entorno, uma ação de apoio comunitário reuniu cerca de 100 pessoas com o objetivo de oferecer alimentação e programação social.
O lado opositor, convocado pela organização Code Pink, reuniu pessoas para destacar críticas ao militarismo e ao uso do espaço público para fins de lucro. Participantes apresentaram um pôster com a frase USA NOT UFC.
Enquanto o card principal começou, o público de Trump, em geral favorável ao evento, foi recebendo os protestos com vaias e cânticos. Houve relatos de confronto entre torcedores e manifestantes durante a passagem dos presentes.
A programação paralela incluiu Rise Up, Sing Out: um show de 90 minutos com artistas convidados, transmitido a mais de 500 watch parties organizados pela aliança No Kings e Indivisible, segundo lideranças envolvidas.
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