- O ministro afastado do STJ Marco Buzzi prestou depoimento nesta segunda-feira (15) e negou as acusações de importunação sexual que motivaram o processo disciplinar.
- A oitiva ocorreu após a apresentação de depoimentos de cerca de vinte testemunhas, segundo o advogado de defesa.
- A defesa informou que, com base nas provas reunidas, o ministro pôde esclarecer os fatos e negar as acusações; pode haver requerimento de novas provas.
- Os próximos passos incluem alegações finais do Ministério Público e da defesa, antes do julgamento, em processo que tramita sob sigilo.
- A análise do caso deve ser retomada em agosto, após o recesso do Judiciário em julho; a investigação teve início com denúncias de uma jovem de dezoito anos e de uma servidora pública.
O ministro afastado Marco Buzzi, do STJ, negou nesta segunda-feira (15) as acusações de importunação sexual que deram origem a um processo disciplinar. A oitiva ocorreu após cerca de 20 testemunhas serem ouvidas ao longo da instrução. O depoimento encerrou por volta das 19h30.
Segundo o advogado de defesa, Paulo Emílio Catta Preta, a audiência marcou a oportunidade de Buzzi se manifestar com base nas provas reunidas. Ele afirmou que a defesa apresentará requerimentos de novas provas, se cabível.
A etapa seguinte envolve possíveis requerimentos de novas provas, seguidos pelas alegações finais do Ministério Público e da defesa. Em seguida, o processo deve ir a julgamento, ainda sem data definida.
Investigação
O caso teve início após denúncias de duas mulheres: uma jovem de 18 anos e uma servidora pública. Buzzi foi afastado cautelarmente das funções no STJ em 10 de fevereiro. O caso tramita em segredo de justiça.
Além do procedimento disciplinar no STJ, o magistrado também responde a um inquérito no STF. O processo permanece sob sigilo e a análise deve ser retomada após o recesso do Judiciário, que ocorre em julho, com expectativa de retorno em agosto.
Provas e documentos
A defesa sustenta que foram reunidas evidências para contestar as denúncias, incluindo perícias médicas, registros de acesso ao local, filmagens e agendas. Também foram solicitadas folhas de ponto e documentos de funcionários e da denunciante.
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