- A Advocacia-Geral da União informou ter fechado acordo para permitir a posse da oficial de chancelaria do Itamaraty, Flávia Medeiros, exonerada por ter sido considerada branca e barrada por cotas raciais.
- O acordo pode permitir o retorno da servidora ao trabalho, mas depende de homologação judicial.
- A revisão ocorre antes da decisão prevista para o Tribunal Regional Federal da primeira região, na quarta-feira, dia 17.
- Medeiros recorreu da decisão que a retirou dos quadros do Ministério das Relações Exteriores, mantendo a defesa na Justiça.
- Em 2024, a banca de heteroidentificação classificou-a como branca, o que ela contesta, alegando que a avaliação não condiz com a realidade.
A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou nesta segunda-feira, 15, que fechou um acordo para permitir a posse da oficial de chancelaria do Itamaraty, Flávia Medeiros. Ela havia sido exonerada sob a justificativa de não ter sido reconhecida como negra em avaliação de cotas.
A decisão ocorreu após Medeiros recorrer da exclusão dos quadros do Ministério das Relações Exteriores. O caso era visto como possível retorno ao serviço mediante acordo em curso.
A AGU informou que o acordo depende de homologação judicial. A posse poderá ocorrer mesmo diante da avaliação de heteroidentificação de 2024, que anteriormente considerou a servidora branca.
Flávia Medeiros afirmou à Coluna do Estadão que a banca de heteroidentificação a classificou como branca, o que discordou. Ela destacou que a decisão inicial foi revertida pela Advocacia e sustenta que transcorreu novidade no processo.
O acordo vigora até a homologação final pelo poder judiciário. O Itamaraty não comentou detalhes adicionais sobre a composição de quadros ou prazos para a posse. A reportagem confirma apenas o desfecho provável de retorno ao serviço.
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