- A corrida ao Senado em Montana ficou entre a democrata Alani Bankhead, o independente Seth Bodnar e o republicano Kurt Alme, com a divisão de votos democratas favorecendo a vitória republicana em novembro.
- Bankhead recusou abandonar a disputa, mantendo o trio na corrida e anunciando a conferência na Universidade de Montana.
- Bankhead pediu que Bodnar saísse, citando uma ação antiga da universidade por discriminação sexual; Bodnar negou as acusações e disse ter aumentado a presença de mulheres em cargos de liderança.
- Bodnar, que foi presidente da Universidade de Montana até recentemente, enfrentou críticas sobre alegações de favorecer um “clube de amigos” e de não promover a carreira de mulheres.
- A situação indica um cenário de disputa de votos dentro do campo democrata, o que, segundo analistas, tende a favorecer Alme na contagem de novembro.
O duelo pela vaga no Senado em Montana ganha contornos de disputa tripla após a defesa pública de Alani Bankhead, candidata democrata, de manter a corrida aberta. A decisão ocorre em um estado conservador, onde a vitória pode favorecer o Republicano na reta final de 2024.
Bankhead anunciou uma entrevista coletiva para segunda-feira, apresentada como uma oportunidade de esclarecer sua posição. Em discurso firme na University of Montana, ela rejeitou abandonar a disputa, citando compromisso com eleitores e com a própria campanha.
A evento, no campus, também trouxe à tona críticas a Seth Bodnar, ex-presidente da universidade, que concorre como independente. Bankhead atribuiu a Bodnar a possibilidade de melhorar a performance aliada a uma leitura estratégica do eleitorado, mas reiterou que não encerraria a candidatura.
Bodnar, por sua vez, tem enfrentado questionamentos sobre um processo antigo na instituição. A universidade havia registrado um acordo de USD 350 mil para uma ação de discriminação de gênero na época de sua gestão, assunto que Bankhead usou para provocar o adversário.
Bodnar negou as acusações, afirmando que estruturou uma equipe com mulheres e que houve aumento de alunas e de lideranças femininas no corpo docente. Ele sustenta que as críticas não correspondem à realidade da gestão que conduziu.
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