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Críticos criticam abertura de terras públicas para veículos off-road

Medida de Trump para abrir terras públicas a off-road ameaça espécies e ecossistemas, com impactos sobre habitats, cursos d’água e convivência com predadores

The Bighorn national forest in Montana on 9 July 2018.
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  • A administração de Donald Trump propõe liberar veículos fora de estrada em dezenas de milhões de acres de terras públicas e parques nacionais, revertendo ordens de Nixon e Carter.
  • Críticos dizem que a medida ameaça espécies e ecossistemas, fragmenta habitats e pode colocar predadores como ursos-pardos em contato maior com humanos.
  • O movimento faz parte de um esforço mais amplo para abrir terras públicas a indústrias e usos diversos, potencialmente prejudicando espécies protegidas.
  • As regras atuais permitiam usar estradas e trilhas já existentes; com as novas diretrizes, veículos poderão transitar por áreas antes restritas, elevando a pressão ambiental.
  • O Serviço florestal dos Estados Unidos prepara abertura de cerca de 5 milhões de acres de áreas de parque para veículos, principalmente em Idaho e Montana.

O governo de Donald Trump avança com um plano para liberar o uso de veículos off-road em dezenas de milhões de acres de terras públicas e parques nacionais. A proposta permite motos, ATVs, trucks e snowmobiles transitarem por áreas protegidas, conforme executiva anunciada, citando acesso do público e uso econômico como justificativas. Organizações ambientais alertam que a medida ameaça espécies vulneráveis e ecossistemas.

Autoras do plano afirmam que as regras anteriores eram desatualizadas e excessivamente restritivas. Críticos lembram que a confiança ecológica foi consolidada por ordens executivas de administrações anteriores para proteger habitats e evitar conflitos em áreas federais. A ação faz parte de um movimento mais amplo de ampliar uso de terras públicas para atividades diversas.

Entidades ambientais destacam impactos potenciais, incluindo destruição de habitats sensíveis, poluição de cursos d’água e maior contato entre predadores como o urso pardo e comunidades humanas. O debate envolve espécies como tartarugas-do-deserto, abut presas de ação humana e aves vulneráveis, além da possibilidade de fragmentação de habitats.

Segundo especialistas, a expansão do tráfego pode forçar a bear a abandonar áreas habitadas, elevando riscos de conflitos. Estudos sugerem que estradas e trilhas afetam a vida aquática ao redor de margens de rios, alterando ciclos de água e temperatura de habitats. Autoridades afirmam que já existem dezenas de milhares de milhas de estradas promovidas pelo governo para uso público.

A Administração sustenta que a revisão busca restaurar o acesso público e simplificar normas. O serviço florestal já planeja abrir cerca de 5 milhões de acres de parques principalmente em Idaho e Montana, segundo reporte de imprensa. Um porta-voz da entidade reforçou o compromisso com lazer público durante o quinquagésimo aniversário de independência do país.

Posição de grupos ambientais

Defensores de terras públicas apontam riscos para espécies ameaçadas e para a integridade de ecossistemas. Eles informam que o retorno de atividades de alto impacto pode exigir monitoramento rigoroso e ações regulatórias adicionais. Organizações reguladoras já trabalham na formatação de novas regras para o uso de veículos.

O que vem a seguir

Especialistas destacam que o processo de rulemaking deverá incluir consultas, estudos e impactos ambientais detalhados. A aplicação prática depende da finalização de normas, com implicações para fiscalização, rotas permitidas e medidas de proteção de espécies. O governo não anunciou datas definitivas para implementação total.

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