- Eduardo Bolsonaro pediu aos Estados Unidos que restabeleçam sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, um dia antes do julgamento no STF por coação no curso do processo.
- O julgamento está marcado para terça-feira, dezesseis de junho, no Supremo Tribunal Federal.
- Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde fevereiro de dois mil e vinte e cinco, afirmou que Moraes espera uma mudança na administração norte-americana para agir contra ele.
- A Procuradoria-Geral da República afirma que o político atuou nos EUA para pressionar autoridades brasileiras e interferir no andamento da ação, buscando medidas como sanções e tarifas, incluindo a aplicação da Lei Magnitsky.
- A Defensoria Pública da União pediu que um ministro da Segunda Turma participasse do julgamento, mas o pedido foi recusado; o caso será analisado pelos ministros Flávio Dino, Carmen Lúcia, Cristiano Zanin e Moraes.
Eduardo Bolsonaro, réu no STF por coação no curso do processo que envolve o golpe investigado no Brasil, voltou a pedir sanções dos EUA contra o ministro Alexandre de Moraes. O pedido ocorreu dias antes do julgamento da ação penal prevista para terça-feira, 16, no Supremo.
A defesa de Eduardo argumenta que Moraes age com retaliação contra o presidente Donald Trump e defende a retomada de sanções internacionais. Em postagens no X, o ex-deputado marcou a necessidade de medidas contra Moraes, apontando que a atuação é relevante para o contexto do processo.
Segundo a acusação, apresentada pela Procuradoria-Geral da República, Eduardo atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e interferir no andamento da ação contra o pai, Jair Bolsonaro. A PGR sustenta que houve busca de apoio americano para impor medidas como sanções, incluindo a aplicação da Lei Magnitsky.
Na linha acusatória, a PGR afirma que as medidas buscavam pressionar o Brasil com sanções e tarifas, caso o julgamento do pai gerasse resposta adversa. Moraes, relator da ação, pode sofrer desdobramentos caso haja confirmação das acusações.
O julgamento de Eduardo no STF é acompanhado pela Defensoria Pública da União, que representa o réu após ele não indicar advogado particular. A Defensoria pediu à Corte a participação de um ministro da Segunda Turma, devido à vaga na Primeira Turma desde a aposentadoria de Barroso; o pedido foi recusado pelo relator Moraes.
Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. A ação penal se concentra no período que antecedeu a análise da trama golpista, na qual o pai dele, Jair Bolsonaro, foi condenado em ocasião anterior. O caso envolve a suposta pressão para interferir no curso do processo.
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