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Esquema de venda de decisões judiciais no STJ é tema de investigação

PGR denuncia esquema no STJ que cobrou milhões para antecipar decisões em disputas de terras no Mato Grosso; caso tramita no STF

Servidores do STJ são investigados por suspeitas de venda de sentenças. (Foto: Lucas Pricken/STJ)
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  • A Procuradoria-Geral da República denunciou ao STF um esquema de corrupção no STJ que vendia decisões em disputas de terras no Mato Grosso, com advogados e assessores cobrando milhões para antecipar e influenciar resultados.
  • Os principais envolvidos são advogados e assessores de ministros do STJ, como Daimler Alberto de Campos e Márcio José Toledo Pinto; Andreson de Oliveira Gonçalves é apontado como o intermediário; as ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti foram isentadas de participação consciente.
  • Os intermediários obtinham minutas apócrifas dentro dos gabinetes e as mostravam aos clientes para comprovar influências; em um caso extremo criaram uma falsa ordem de prisão preventiva para pressionar um produtor rural a pagar.
  • Os valores cobrados eram milionários: houve pagamento de R$ 7,4 milhões em um caso; contratos de honorários fictícios previam R$ 3 milhões para evitar prisões, ligado a episódios da Operação Faroeste.
  • O processo permanece no STF porque as investigações da Polícia Federal ainda avançam; o ministro relator Cristiano Zanin abriu prazo para as defesas, e, se a denúncia for aceita, os envolvidos passarão a réus em ação penal.

A Procuradoria-Geral da República denunciou ao STF um esquema de corrupção no STJ envolvendo a venda de decisões em disputas de terras no Mato Grosso. O grupo, formado por advogados e assessores de gabinetes, cobrava milhões para adiantar e influenciar resultados na Corte.

A denúncia foca em advogados e assessores de ministros do STJ, como Daimler Alberto de Campos e Márcio José Toledo Pinto. Andreson de Oliveira Gonçalves é apontado como intermediário que articulava o acesso a minutas de decisões antes da publicação oficial. Até o momento, a investigação isentou as ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti de participação consciente.

Os intermediários obtinham minutas apócrifas de dentro dos gabinetes e as apresentavam aos clientes para comprovar influência e garantir o resultado contratado. Em um caso extremo, houve a criação de uma ordem de prisão preventiva falsa para pressionar um produtor rural a pagar milhões.

Os valores cobrados eram milionários, condizentes com o tamanho das propriedades envolvidas. Em um episódio, um produtor rural pagou 7,4 milhões em depósitos e dinheiro vivo. Em relação à Operação Faroeste, contratos de honorários simulados previam pagamento de 3 milhões para evitar prisões.

Embora a denúncia não aponte autoridades com foro privilegiado, o processo permanece no STF porque as investigações da Polícia Federal ainda estão em curso. As defesas contestam a permanência no STF, defendendo que o caso deveria ir à Justiça comum.

O ministro relator, Cristiano Zanin, abriu prazo para as defesas apresentarem respostas. Após esse passo, a Primeira Turma do STF decidirá se aceita ou rejeita a denúncia. Se acolhida, os envolvidos serão réus em ação penal para julgamento.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.

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