- Dois parlamentares dos Estados Unidos apresentaram o Proteção da América contra os Carros Chineses, projeto de lei que pretende proibir a entrada de veículos ligados à China no país, incluindo carros de visitantes vindos do México e do Canadá.
- A proposta considera vetar veículos com participação de, pelo menos, quinze por cento de uma empresa chinesa, o que engloba marcas associadas à Geely, como Volvo e Polestar.
- Os autores argumentam que a alta conectividade desses carros pode representar riscos à segurança nacional por dados sensíveis, além de criticar subsídios chineses que, segundo eles, reduziriam preços e “inundariam” mercados.
- O texto prevê autorizações especiais para carros de fabricantes chineses entrarem nos Estados Unidos, mas sob condições rigorosas, com transparência e supervisão do Congresso.
- Como contexto, existe uma regra criada no governo Biden que proíbe venda e importação de hardware e software de veículos conectados vindos da China e da Rússia; a Volvo recebeu autorização especial do governo Trump para continuar operando nos EUA, onde mantém fábrica em Charleston, na Carolina do Sul, desde 2017, com investimentos superiores a US$ 1,3 bilhão e cerca de dois mil empregos.
Duas parlamentares americanas apresentaram um projeto de lei para barrar a circulação de veículos ligados a fabricantes chinesas nos Estados Unidos, incluindo carros de turistas vindos do México e do Canadá. A proposta foi anunciada na Conferência de Política de Mackinac, no mês passado. O objetivo é impedir a entrada de veículos conectados à China.
Segundo o texto, a restrição vale para veículos com participação de pelo menos 15% de uma empresa chinesa. A ideia é evitar subsídios que permitiriam preços menores e a ampliação de mercado. A legislação cita casos de marcas com investimento externo como exemplos de risco à segurança nacional.
A proposta não exclui exceções. Há previsão de autorização específica para veículos de fabricantes chineses entrarem no país, desde que cumpram condições rigorosas, com transparência e supervisão do Congresso. A medida também transforma o tema em pauta de segurança nacional.
Contexto regulatório e impactos
Desde 2025, há regras criadas durante a gestão Biden que proíbem venda e importação de hardware e software de veículos conectados vindos da China e da Rússia, o que já afetou a Volvo. Em maio, a Volvo recebeu permissão especial para manter atividades nos EUA, após negociação com autoridades.
A Volvo mantém fábrica nos EUA desde 2017, em Charleston, Carolina do Sul, onde montam o EX90 e o Polestar 3. A planta recebeu investimentos superiores a US$ 1,3 bilhão e emprega cerca de 2.000 pessoas. O caso influencia também a estratégia de montadoras com participação chinesa.
Entre na conversa da comunidade