- Frente Parlamentar da Segurança Pública e a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol) divulgaram notas de repúdio às declarações de Lula no Conselhão, na última quarta-feira, 10.
- O presidente afirmou que é mais seguro devolver celulares roubados nos Correios do que em delegacias e associou a compra de produtos roubados à população de baixa renda.
- A Frente Parlamentar, liderada pelo deputado Alberto Fraga, disse que as afirmações atacam a honra e a credibilidade de milhares de policiais civis e minam a confiança nas instituições.
- A Adepol ressaltou que a apreensão e custódia de celulares em delegacias seguem procedimentos legais, com fiscalização do Judiciário e do Ministério Público, e chamou de inadequadas generalizações que prejudiquem a confiança nas instituições.
- Lula ainda afirmou que compradores de celulares roubados são pobres; a Frente Parlamentar classificou a fala como preconceituosa e incompatível com a dignidade humana e com princípios constitucionais.
A Frente Parlamentar da Segurança Pública e a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol) divulgaram notas de repúdio às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o Conselhão na semana passada. O discurso ocorreu na quarta-feira anterior, 10 de junho de 2026, e tratou de devolução de celulares roubados e de receptação associada a camadas da população.
A nota da Frente Parlamentar, presidida pelo deputado Alberto Fraga, classificou as declarações como ataques à honra e à credibilidade de milhares de policiais civis. O documento aponta que generalizações desse tipo minam a confiança da população nas instituições de segurança pública.
A Adepol destacou que a apreensão e custódia de aparelhos em delegacias seguem procedimentos legais, sujeitos à fiscalização do Judiciário e do Ministério Público. A entidade classificou como inadequadas e descontextualizadas generalizações que prejudiquem as instituições policiais.
No mesmo dia, Lula afirmou que compradores de celulares roubados pertencem a segmentos pobres da população, o que motivou reação das entidades. A Frente Parlamentar considerou a alusão uma associação generalista e preconceituosa entre pobreza e crime de receptação, violando princípios constitucionais de igualdade e dignidade.
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