- Celina Leão, governadora do Distrito Federal, diz que o maior problema da crise do BRB ocorre em ano eleitoral.
- Segundo ela, o governo federal criou dificuldades políticas para o saneamento do BRB e só avançou as negociações após a judicialização do tema.
- Celina afirma ter tentado várias vezes se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não foi recebida.
- Ela diz estar afastada de Ibaneis Rocha e rompeu com Paulo Henrique Costa, que preside o BRB e hoje está preso; segundo Celina, Costa pretendia disputar o governo.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirma que o maior entrave da crise do BRB foi o cenário eleitoral. Ela disse que o governo federal criou dificuldades políticas para o saneamento do banco e só conseguiu destravar as negociações ao recorrer à via judicial.
Celina Leão, que é sucessora de Ibaneis Rocha, afirmou não ter sido recebida por o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em várias tentativas de reunião. Ela também disse estar distanciada de Ibaneis e rompeu com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, hoje preso.
Segundo a governadora, Costa pretendia disputar o cargo de governador. Ela destacou que a judicialização foi essencial para abrir espaço às tratativas envolvendo o BRB, um dos focos do escândalo conhecido como Master.
Celina Leão ressaltou ainda que as informações sobre a gravidade do problema chegaram de forma limitada antes de eventual encaminhamento das negociações, o que, segundo ela, contribuiu para o atraso na resolução da crise do banco.
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